16.8.16

#65

Finalmente uns dias de férias na praia para relaxar. 



11.7.16

#64

Brexit. Quando voltei para Londres no início do ano sabia que o referendo ia acontecer em Junho, mas a verdade é que nunca acreditei que fosse possível que o Reino Unido fosse realmente sair da União Europeia. Eu adoro a União Europeia, acho que não existe projecto mais ambicioso e rico do que a união de tantos países diferentes que juntos tentam construir uma sociedade livre, de paz e intercâmbio de culturas. Não duvido por um segundo que estamos melhor hoje do que estávamos há 30 anos atrás quando era cada um por si. Como é obvio, erros foram cometidos e nem sempre tudo correu pelo melhor, mas se pensarmos na quantidade de pessoas a falar línguas diferentes que se juntam numa sala e lutam por se entenderem para fazer algo melhor acho podemos apreciar o esforço magnânimo que tem sido feito. Mas o que me entristece mesmo muito é ver no que a campanha para este referendo transformou este país. Eu vivi em Londres antes e sempre adorei a sociedade multi cultural onde tudo é possível, onde as pessoas são vistas pelo valor que têm e não pelo sítio de onde são. Nesta cidade fiz amizades que tem muito valor para mim, conheci pessoas de Espanha, de Itália, França, Bolívia, Singapura, Índia, Chile, Malásia, China, África do Sul, Noruega e de tantos outros sítios e sempre me espantou perceber como podemos ter tanto em comum com pessoas que não partilham as mesmas referencias que eu. Este referendo dividiu o país ao meio e criou uma racha que dificilmente vai ser corrigida, deu voz e encorajou as pessoas que acham que tudo o que corre mal é por culta dos estrangeiros, seja os que estão cá,sejam os que estão em Bruxelas. Criou a ideia que todos se aproveitam do Reino Unido, que o país é controlado pelos vilões que roubam o dinheiro que devia ficar cá. Este referendo ajudou a que se propagassem mentiras e desinformação, e o mais triste é pensar que independentemente do resulta o trabalho dos partidos de extrema direita já tinha sido feito. Londres que eu conheci há uns anos atrás não era motivada pelo ódio contra estrangeiros, mas hoje há quem pense que o resultado de sair da União Europeia justifica que se possam tratar mal as pessoas de outros países que cá vivem. Antes nunca pensava que podia ser alvo de ódio das pessoas de cá, mas a verdade é que desde que passou o referendo que já tive 3 situações em que senti que estava a ser maltratada por ser estrangeira, nada de muito grave, mas o suficiente para não me sentir bem vinda aqui. Hoje em dia penso constantemente que tenho de ter cuidado e não foi para isto que eu vim viver para cá. Não foi para este país que vim viver.

11.6.16

#63

O que me agrada em viver nesta cidade é a diversidade de eventos que acontecem. Hoje foi o dia da naked bike ride no centro de Londres. E o que é giro é ver que as pessoas aderem e levam a sério, sejam qual forem as regras. 



30.5.16

#62

As casas aqui são do pior. Rendas estupidamente altas por casas minúsculas.a casa que aluguei tem 10 anos, mas desde que cá cheguei tenho tido problemas como se a casa tivesse 100. Desde a casa sujíssima, aquecedor estragado, caldeira estragada, problemas de bolor, etc, etc. A lista não tem fim. É tão insuportável que às vezes só me apetece fugir e não voltar. 

#61

Já me tinha esquecido que aqui há tantas possibilidades todos os dias. Tantas que às vezes me sinto mal de não aproveitar mais, mas a vida numa cidade grande é mais cansativa e os melhores eventos costumam ser quase sempre pagos. 

3.4.16

#60

British weather is the best. Not.

Já me tinha esquecido que aqui os invernos são longos e que de manhã pode estar sol um tempo maravilhoso e à tarde chover imenso e ficar frio. 

16.3.16

#59

Voltar a Londres após tantos anos foi estranho, como voltar a uma casa que já foi minha e agora já não me pertence. Familiar e estranho ao mesmo tempo, a verdade é que eu também mudei. Custou sair da minha zona de conforto outra vez, mesmo não estando bem onde estava. Mas agora que já entrei nesta rotina outra vez sei que foi uma boa decisão.

29.2.16

#58

E estou de volta a Londres.




14.2.16

#57

Claro que nada é definitivo, mas como é que se deixa um sítio sabendo que à partida é para sempre? As ruas onde passamos todos os dias, as paisagens que já nem vemos, porque estão sempre lá. Como é que se desmantela a casa que foi construída do nada? Os móveis, os lençóis, os talheres, as lembranças das viagens, tudo vendido ou dado, porque este capítulo chegou ao fim. Vario entre a excitação de algo novo que está para vir e entre estes momentos de pensar que única coisa com que podemos contar é que nada dura para sempre. Mesmo se ir embora é a melhor opção, não quer dizer que o processo não traga dúvidas.

7.2.16

#56

2016 está a ser um ano de mudança. Após 4 anos na Suíça comecei a tratar de tudo para me ir embora e recomeçar outra vez noutro sítio. O curioso foi aperceber-me do quão difícil está a ser partir, qual síndrome de Estocolmo. Nunca escondi que não gostava de cá estar, mas a verdade é que 4 anos é muito tempo e a bem ou a mal esta tem sido a minha casa. Quando comecei a pensar em ir embora a minha primeira reacção foi pânico, depois da decisão tomada ainda me questionava se valeria a pena passar pela horrível confusão que é mudar de país em tão pouco tempo. E este sentimento durou até ao momento que fui ao controlo dos habitantes dar a minha data de saída do país. Assim que isso ficou feito comecei a sentir-me livre e se não fosse o stress de ter de me livrar de tudo o que tenho dentro de casa, acho que ainda me sentiria mais livre. Portanto é isto, nas próximas semanas tenho muita papelada para tratar, muita coisa para arrumar e muita mobília para dar ou vender. Mal posso esperar que esta fase passe para poder acalmar um pouco. É desta, adeus Suíça.

30.12.15

#55

Todos os anos quando venho passar o natal a Portugal passo um frio desgraçado em casa. Entrar e sair do banho é uma tortura, sair da cama e vestir ou simplesmente estar em casa sempre a tremer. E este ano é o primeiro que me lembro de não ter frio em casa em dezembro, para além disso nem tenho usado casaco de inverno na rua. 

17.10.15

#54

Eu sei que isto é conversa de velha, mas quando eu penso que nos anos 90 ninguém tinha telemóveis e a internet era algo raro e misterioso e que esta manhã a revisora do comboio usou uma máquina para digitalizar o bilhete de comboio que comprei com telemóvel pela internet, fico extremamente ansiosa por ver como serão as coisas daqui a 20 anos.

11.10.15

#53

Querer ir ao cinema ver qualquer coisa e não haver uma única versão em inglês de  filme nenhum. Nada.

10.10.15

6.10.15

#51

O pão em Portugal é maravilhoso. A quantidade e a qualidade são incríveis e o que mais me impressionou este verão foi que o pão podia-se comer 2 e 3 dias depois de ser comprado. Já me tinha esquecido que tal coisa era possível, porque aqui o pão só está bom no dia em que se compra, no dia a seguir parece pedra.

20.9.15

#50

Este verão pude passar mais tempo em Portugal, foram 6 semanas de casa o que me permitiu fazer tudo com mais calma e voltar a ambientar-me a Portugal. Foi bom não andar a correr e sentir-me mal por não conseguir fazer tudo o queria. No entanto, o tempo nunca chega, nunca é suficiente. E voltar para a suíça custou-me ainda mais do que é normal. Há dias que sinto que não pertenço a lugar nenhum e isso assusta-me.

18.8.15

#49

Praias bonitas. 



12.8.15

#48

Devia haver alguém que enfiasse 2 socos na cara a todas as pessoas que acham bem deixar beatas de cigarros na areia da praia.

6.8.15

#47

Ir ao supermercado em Portugal é uma experiência maravilhosa. Fico doida com a quantidade, a qualidade e a variedade de alimentos que temos cá. Não admira que sejamos todos gorduchos, a nossa comida é magnífica.

5.8.15

#46

Desde que saí de Portugal que não tenho televisão e cada vez me faz menos falta. Não suporto os intervalos intermináveis de publicidade, nem as 50 novelas que são por dia. A televisão portuguesa é tão má....

4.8.15

#45

Finalmente posso respirar.




1.8.15

#44

Combinar um encontro a uma hora e esquecer-me que quando alguém combina algo a uma hora é apenas uma indicação da hora a que vão sair de casa.

#43

Acordar na Suíça, adormecer em Portugal.

31.7.15

#42

Com o fim de julho chegam as ferias e algumas (muitas) mudanças inesperadas.  Para já só penso em estar umas semanas a descansar e a ir à praia. Esquecer tudo e sentir-me enraizada outra vez. Depois é a altura de coisas novas.



20.7.15

#41

Com 30 graus todos os dias este está ser um verão quase tão bom como em Portugal. É notório que as pessoas cá não estão habituadas e comecei a ver isso no tipo de notícias que leio. Devido ao calor diário e à falta de chuva já houve muitos cantões a proibirem os churrascos que se fazem em zonas verdes, fala-se também do número crescente de pessoas que se estão a afogar e de muitas piscinas que estão a ser fechadas devido à sujidade da água. Eu pela primeira vez vejo relva seca e castanha e as paisagens um pouco diferentes. 


Este está a ser, sem dúvida, o melhor verão que já tive fora de Portugal. Já fui mais vezes ao lago este ano, do que nos outros todos que cá vivi. E sinceramente adoro vê-los a lidar com um terço dos problemas que nós temos em Portugal por causa do calor e a ficar histéricos com isso. 

13.7.15

#40

Enerva-me que as pessoas de cá estejam desejosas que a Grécia saia do euro apenas para se gabarem de como é bom que a suíça não pertença à união europeia.

4.7.15

#39

A onda de calor continua em força. Ontem à noite estavam 30 graus. Não corre nem uma aragem. A parte boa é poder sair do trabalho às 6 e ir ainda dar um mergulho no lago. 


1.7.15

#38

Nos últimos dias as temperaturas têm rondado os 34 graus, o que sabe muito bem, porque parece um verão a sério. 

29.6.15

#37

A noite que passou foi complicada, não me senti nada bem e só consegui adormecer por volta das 4h, sendo que tinha de me levantar as 7h. Como não conseguia dormir, levantei-me algumas vezes, fiz chá, fui à casa de banho, etc. Foi uma noite excepcional, nos 2.5 anos que vivi neste apartamento. E nada anima mais alguém que dormiu 3h, se sente mal e que tem de ir trabalhar, do que ver um post-it da vizinha suíça do lado a queixar-se do barulho e a dizer que lhe "perturbei fortemente o sono". A suíça pode ser um bom país para trabalhar e talvez juntar algum dinheiro, só é pena que as pessoas locais sejam uns monstros sem coração. Fora isso, está-se bem.

28.6.15

#36

Durmo sempre demais durante o fim de semana, o que significa que no domingo à noite nunca tenho pinga de sono. E que a segunda vai custar o dobro.

12.6.15

#35

Trabalhar em arquitectura não é algo que eu recomende a ninguém. É um trabalho ingrato, quase sempre mal pago e onde é preciso fazer regularmente horas extra. Há semanas muito calmas com pouco trabalho e outras em que mal se pode respirar devido à quantidade de tarefas, emails e stress. As duas últimas semanas foram bastante cansativas e frustrantes e quando vi este cartoon não pude deixar de me identificar.


5.6.15

#34

Sexta feira à noite no sofá com chá. Pure bliss.

4.6.15

#33

Percebo que já não sou a mesma pessoa de antigamente quando mal posso esperar pela sexta-feira à noite para ficar em casa a descansar.

2.6.15

#32

Uma actividade muito popular entre suíços é ir fazer longas caminhadas nas montanhas. Nunca senti grande atracção por passar horas a subir, mas concordei em ir com uns amigos para experimentar.Era uma caminhada que segundo eles era "fácil" e devia demorar 2 horas. O que eles não nos dizem é que isto é só a ida, depois tínhamos de voltar. No total, e com bastantes intervalos andamos durante umas boas 5 horas. Eles andaram todos frescos o tempo inteiro e eu tive de ficar para trás algumas vezes, visto que já me custava a respirar, subir mesmo até ao tipo foi muito difícil. No entanto, gostei muito do passeio e foi um dia muito bem passado. Quando chegamos ao fim a vista era esta.



21.5.15

#31

Nos últimos anos tenho reparado que sinto confusa grande parte das vezes em relação à estação do ano em que estou. Quem sempre viveu em Portugal sabe que há 3 meses de calor, dias de outono em que cai ficando frio, 3 meses de frio, e os dias cada vez mais quentes da primavera. Claro que não é tudo linear, mas há uma sensação de continuidade que torna a passagem do ano natural. Aqui já não posso dizer isso, a semana passada estavam 28 graus e sol e agora estão 12, com vento gelado e céu nublado. E é terrível, porque sinto que algo está errado, como se o mundo não fizesse sentido. É quase verão ou quase natal? Podia ser um ou outro, não se nota diferença.

19.5.15

#30

Viver mais em 5 dias em Portugal do que em 50 na Suíça.



14.5.15

#29

Um galão e uma torrada num café em Lisboa e eu quase que choro.

13.5.15

#28

Estou no aeroporto à espera de entrar no avião para Lisboa e acho incrível ver que cada vez há mais suíços a visitar Portugal. Quando vim para cá há 3 anos era raro vê-los nos voos para Portugal. 

9.5.15

#27

Aquela altura do ano em que se vêem lado a lado pessoas de sandálias e manga curta e pessoas de casacos e cachecóis (como eu).

6.5.15

#26

Uma visita de fim de semana à Irlanda fez-me lembrar a vida no Reino Unido. Eu sei que há imensas diferenças entre os 2 países, mas também há muitas semelhanças. Coisas básicas, como conduzirem do outro lado da estrada e as tomadas serem diferentes, voltaram a fazer-me alguma confusão. Mas pude ver  que sinto falta do espírito de conversa anglófono, da simpatia (mesmo que falsa, por vezes) e da conversa com estranhos. Há algo naquelas ilhas que atrai.



2.5.15

#25

Eu gosto de viajar. E eu não gosto de viajar. Adoro planear, escolher voos, investigar hotéis e ler guias sobre o que visitar. Gosto de imaginar como vai ser, ver fotos, ler opiniões de pessoas que já passearam pelo sítio que vou visitar. Mas quando chega o momento de fazer a mala e apanhar o voo começo a ficar com preguiça e a pensar que era bem mais agradável passar o fim de semana a descansar em casa. No entanto ignoro estes sentimentos e viajo e fico contente por ver coisas novas e abrir horizontes, mas todas as noites conto os dias até voltar a dormir na minha cama.

27.4.15

#24

Os suíços adoram trotinetes, sejam crianças ou adultos. É muito comum ver pessoas de fato que vão para o trabalho e que usam a trotinete para se deslocarem mais rápido. Eu acho muito estranho, talvez porque em Portugal alguém que fizesse isso não era levado a sério e por parecer que há uma maior necessidade de se mostrar que somos adultos. São estas pequenas diferenças que tornam a vida fora do nosso país engraçada, como encaramos pequenas coisas de maneira diferente.

22.4.15

#23

Às vezes ser estrangeira é tão cansativo.

15.4.15

#22

Depois de um longo inverno, finalmente chegou a primavera com temperaturas de 20 graus quase todos os dias. E é impossível não reparar como a luz é aproveitada de maneira diferente nestes países onde o sol não brilha sempre. Uma das coisas que eu acho muito saudável cá é o facto de todas as pessoas adorarem as varandas de casa e de as aproveitarem ao máximo. Acho que nunca vi uma varanda fechada, como as marquises portuguesas. Quase toda a gente tem uma mesa lá fora e durante a primavera e verão come na rua quase todos os dias. E em Portugal que há imensas possibilidades de usar este espaço exterior, ninguém o faz. Por isso há uns tempos não pude deixar de me rir quando vi uma publicidade do ikea em Portugal e que prova isto mesmo.


11.4.15

#21

Estar a rever o Seinfeld e perceber que a Julia Louis-Dreyfus era mais nova do que eu sou agora quando começou a fazer a série.


Assustador.

8.4.15

#20

Atenas é uma cidade muito jovem e cheia de vida. Apesar de ser suja e confusa é uma cidade com uma dinamica incrível. O partenon é magnífico e vale mesmo a pena visitar. O centro não é muito grande e consegue-se andar muito facilmente entre todos os monumentos. É uma boa opção para um fim de semana prolongado. E tenho de destacar o iogurte grego, que é realmente muito bom!




#19

Um dos problemas de se viver fora é que todas as ferias e fins de semana longos costumam ser passados em Portugal. Passo tanto tempo com vontade de ir lá que costuma ser difícil decidir ir a outro lado e saber que só vou ver a família e os amigos daí a 5 ou 6 meses. Por esta razão o ano passado só fui a Portugal. Mas este ano aproveitei o fim de semana da páscoa para ir conhecer Atenas. E gostei de viajar e ver um sítio novo, mas também senti a falta de ir a casa. Não é fácil coordenar tudo, mas vale a pena.


31.3.15

#18

É como se tivéssemos passado de fevereiro para outubro.

29.3.15

#17

Perguntam-me muitas vezes se não é horrível e deprimente passar o inverno aqui. A minha resposta é sempre que apesar do frio na rua, é muito mais confortável estar cá porque as casas são bem aquecidas.


A mim o que me custa mesmo é a partir de agora, que sei que o tempo já está a melhorar e a ficar calor em Portugal e que aqui continua frio de inverno e vómito de céu cinzento. Isto sim é deprimente, uma primavera com máximas de 10 graus. Tão insuportável.

28.3.15

#16

Há cerca de um mês comprei o fitbit one, um pedómetro. A ideia é sentir-me motivada a dar pelo menos 10000 passos por dia, para manter um estilo do vida saudável. Desde essa altura que o uso todos os dias e dou uma média de 8000 passos, o que não é o suficiente. Mas só o facto de querer dar mais passos e ver os números e gráficos diários de actividade ao fim do dia já me faz sentir que foi uma boa compra.



26.3.15

#15

Aquele momento em que chego a casa super cansada, ponho água a aquecer para fazer um chá, abro o armário para ir buscar uma caneca e suspiro de alívio ao perceber que ainda tenho loiça limpa e não tenho de lavar nada.

22.3.15

#14

Nunca gostei de domingos. A perspective de ter escola ou ter de ir trabalhar no dia seguinte ensombram sempre o dia. No entanto, aqui os domingos conseguem ser ainda pior. Não há um supermercado ou loja abertos, mais de metade dos restaurantes e cafés fecham e ninguém sai à rua, especialmente com frio. E eu tenho horror a cidades vazias e a esta solidão imposta à força porque o domingo é o dia da família. E quem não a tem tivesse.

21.3.15

#13

O eclipse visto da suíça.

#12

Nos últimos dias de inverno estava um sol fantástico. Agora não pára de chover.


17.3.15

#11

Há dias que quase morro de tédio neste deserto de ideias, neste marasmo cultural que é a Suíça. É insuportável.

16.3.15

#10

Há dias que me pergunto se vim mesmo viver para a Suíça, porque aqui na parte francesa eles basicamente vivem como se fossem um província de França. Gostam de ler o os jornais franceses, de ver a televisão, de ver o cinema francês e de ouvir a música francesa. Discutem mais a política do país ao lado do que a deles e todos têm a sua opinião sobre como os governantes de França deviam agir. E eu pergunto porquê? Claro que acho importante estarmos atentos ao que se passa ao nosso lado, mas eles só querem saber da França, não dizem nada da Alemanha, nem da Itália, nem de nenhum outro sítio. No entanto, quando apontamos o facto de eles viverem obcecados com o país vizinho, apressam-se a distanciar-se porque na mente deles a Suíça é infinitamente superior.

7.3.15

#9


Passeios.


5.3.15

#8

Ontem cheguei tarde a casa por causa do trabalho e tive de ir cozinhar. Pensei em adiantar serviço e fazer logo um segundo jantar para não ter de cozinhar outro. Fui comer enquanto o segundo prato estava no forno e nunca mais me lembrei dele. 2 horas mais tarde comecei a sentir cheiro a queimado. E hoje tenho de cozinhar outra vez.

4.3.15

#7

Quão frustrante é passar o dia a cair de sono e no momento em que me deito fico logo desperta?


3.3.15

#6

Tenho conhecido muitas pessoas a viver aqui que nasceram na suíça, mas que têm pais portugueses, italianos, espanhóis, etc. Estas pessoas dizem sempre que são da nacionalidade dos pais, visto ser raro que tenham passaporte suíço. No entanto, basta falar um pouco com algumas sobre o país que dizem ser delas (Portugal, Itália, Espanha, etc) para as ouvirmos dizer que felizmente nunca tiveram de viver nesses países horríveis e que não têm intenção de os conhecer melhor. Não suporto ouvir coisas destas, acho bastante ofensivo. Quando lhes dá jeito usam a única nacionalidade que possuem, mas depois não se cansam dizer mal.

2.3.15

#5

Como trabalho a 40km de casa passo muito tempo em comboios. E apercebi-me há tempos que certos comboios têm nome, o que me faz gostar mais um bocadinho do sistema de transportes de cá. Parece menos impessoal e gosto de ver todas as manhãs o nome da máquina que me vai transportar.


26.2.15

#4

Fez este mês 3 anos que cheguei à suíça e apesar de já cá estar há tempo tempo continuo a sentir que não estou em casa. O que me faz pensar que talvez os países sejam como as pessoas que conhecemos, com algumas temos química e entendemo-nos perfeitamente, com outras é preciso mais trabalho, mas ao fim de algum tempo começamos a gostar imenso e por fim há aquelas que por mais que tentemos não conseguimos perceber e gostar da companhia. Infelizmente para mim tem sido a última hipótese. E até posso estar a ser injusta, porque apesar das dificuldades normais de viver num país estrangeiro as coisas têm corrido bem e eu tenho tentado ver o lado bom. Mas eu acho que este país não tem alma e como é que nos podemos apaixonar por alguém sem alma?

25.2.15

#3

Parece que há anos que não tenho um verão a sério. Sinto falta do fim da primavera e de sentir os dias a aquecer. Sinto falta daquelas manhãs em que o sol nasceu há pouco tempo e já sente imenso calor. Sinto falta de sair de casa sem casaco e sem leggings. Sinto falta do calor de maio, do de junho, do de julho, do de agosto e do de setembro, porque são todos diferentes. Sinto falta de saber a que horas vai estar maré baixa e maré alta. Sinto falta de um verão algarvio do início ao fim, não há nada que se compare.

#2

Mas quem é que se lembrou que passar 9 horas por dia fechada num escritório era o sonho a atingir?

24.2.15

#1

Uma pessoa distrai-se e passam 4 meses sem vir ao blogue.


27.10.14

CFF

O sistema de comboios na Suíça funciona muito bem. Eu trabalho a 40 km de casa e apanho o comboio todos os dias para ir ir e vir. Há cerca de 4 comboios por hora entre as 2 cidades e se eu fosse para Genebra teria ainda mais por onde escolher. Um bom sistema de transportes é muito importante para uma boa qualidade de vida e é por isso que tenho a possibilidade de trabalhar numa cidade um pouco distante, porque ter um carro não seria uma opção para mim neste momento.

O lado mais negativo é o preço. O meu passe mensal custava-me 240 CHF (+-200 ) por mês, por isso optei por comprar o passe anual que custa 330 CHF (+-274 ) mensalmente, mas como contrapartida posso andar em todos os transportes (comboios, autocarros, barcos) no país inteiro.

Não há muitas coisas que eu levaria da Suíça para Portugal, mas ter um bom sistema de transportes entre cidades era concretiza uma delas.

http://www.cff.ch/home.html

25.10.14

De Volta

Quão irritante é que durante a semana durma 7 horas e ande de rastos e no fim de semana acorde ao fim de 6 e esteja fresca como uma alface?

21.8.14

Pfff

A Suíça está a ter o pior verão dos últimos 50 anos, por isso o tempo tem estado quase sempre nublado e as temperaturas mal chegam aos 20 graus.

Depois de passar 2 semanas com temperaturas acima dos 30, dói imenso voltar a este tempinho da treta. Parece que aterrei no outono em pleno agosto.

18.5.14

Coisas Que Os Suíços Gostam - A Suíça

Todos os suíços amam a suíça com todo o seu ser. Têm todos a certeza que vivem no melhor país à face da terra e que têm imensa sorte de nascido neste canto abençoado por todos os deuses. Que nunca em lugar algum será possível viver tão bem, porque aqui, pensam eles, tudo é melhor.

É interessante perguntar a suíços se não gostariam de viver noutro país e ver a cara deles de pânico, como se alguém lhes tivesse apontado uma arma, enquanto abanam a cabeça e dizem que não, que estão muito, muito, muito bem na suíça

5.3.14

English

Os suíços e os franceses queixam-se todos que não percebem o inglês americano, só percebem o inglês british. E eu não percebo qual é a diferença para eles, porque eles só vêem televisão e cinema dobrados, e mais de metade da música que ouvem é francesa. Qual é o critério?


Eu Adoro A Suíça. Not.

Chegar a casa depois de um dia muito longo e cansativo, querer tomar um duche e não haver água quente no prédio.

28.2.14

Rir Para Não Chorar

Os suíços são pessoas muito engraçadas. No dia 9 de Fevereiro 56% dos suíços votou, entre outras coisas, para limitar a emigração em massa. O Sim passou com 50,3%, ou seja, metade do país votou e dessa metade houve uma divisão quase perfeita, com 20 mil votos de diferença. Pelos vistos ter 56% por cento da população a votar espantou toda a gente, por ser um numero altíssimo de participantes, eu acho ridículo que metade do país se esteja nas tintas para o que lhes acontece, mas como dizem, cada um tem o que merece.

É verdade que cá há votações demais, de 3 em 3 meses há 3 votações tipo referendos e para além disso devem haver as eleições a sério para os políticos. Esta ideia que toda a gente tem de pronunciar sobre todos os assuntos é para mim a prova que a democracia directa que se pratica cá, não resulta. E a grande desculpa que dão é que com tantas votações é difícil fazer as pessoas votar, mas mais uma vez vim a perceber que isto é só gente preguiçosa como o raio. Quando há uma eleição ou votação cada cidadão suíço recebe no correio o boletim de voto, as informações de todos os partidos relativos ao tema que está a ser votado e um envelope que não precisa de selo. Suas excelências, só tem de fazer a cruz, assinar o envelope para provar quem votou (tão, mas tão absurdo) e pôr numa das milhares caixas do correio que estão em toda a parte. Mesmo assim, não o fazem.

Mas adiante, o Sim ganhou e como tal a Suíça tem 3 anos para estudar a mudança da lei e para a implementar, no entanto quase imediatamente os suíços recusaram-se a dar aos Croatas (que já fazem parte da UE) os mesmo direitos de todos os cidadãos da União Europeia, logo a UE começou também a aplicar medidas, como suspender um programa de investigação universitária "Horizon 2020" e o famoso "Erasmus". E o mais interessante é o tom com que a imprensa dá estas notícias, a UE é vista como a má da fita vingativa, que quer fazer mal aos suíços. O que eles querem é impedir os outros de vir para cá, mas querem continuar a beneficiar de tudo o que têm agora. São como as crianças mimadas que não querem partilhar os chocolates com os primos, mas que ficam furiosos quando os primos não lhes dão bolo.

Será que esta foi a decisão certa para eles? Na realidade não sei, mas pouco importa. O que importa é assumir o que se fez e compreender as consequências. Porque é preciso muita lata para querer ter mais direitos que os outros, e quando descobrem que não vão sair impunes, vir ter o discurso do coitadinho que está a ser mal tratado.

Não me preocupo muito com o resultado da votação, felizmente tenho um passaporte português e se neste país a coisa correr mal, há muitos sítios onde deve valer mais a pena viver.

19.2.14

Socorro

Nao ha nenhum suiço, nem frances que saiba quem é o Seinfeld.

17.2.14

Mentalidade Portuguesa Vs Mentalidade Suíça

Hoje acordei super constipada a sentir-me pessimamente. Considerei nao ir trabalhar, mas depois achei que era melhor trabalhar de forma um pouco menos eficaz do que não trabalhar de todo. Então com algum esforço levantei-me e preparei-me para ir apanhar o comboio às 7 da manhã. Passei a manha desconfortável  com tosse, o nariz a pingar, a garganta a arranhar.

Ao meio dia fui almoçar com os meus colegas numa das mesas do escritorio. O meu colega suíço, que estava com um ar bastante normal, almoçou calmamente e no fim da refeiçao levantou-se e disse que ia para casa porque estava com febre. E foi e eu fiquei a sentir-me bastante idiota de estar ali a fazer um sacrifício  enquanto ele nem quis saber.

18.10.13

Coisas Que Preocupam Os Suiços

No jornal:

"Acordo surpresa! As lojas poderao abrir no dia 31 de Dezembro".

Este pais as vezes e tao deprimente.

17.10.13

Coisas Que Preocupam Os Suíços

No jornal:

"Nove em cada dez adolescentes vêem porno".

29.9.13

Rain

Domingo à tarde sentada no sofá com um chá quente enquanto chove lá fora.

Freitag

A freitag é uma marca suíça de malas muito conhecida cá. Metade das pessoas que com que me cruzo tem uma mala destas, que é feita da lona usada e de cintos de segurança de camiões de carga. Eu não lhes acho muita piada e ainda por cima são caríssimas, mas fazem parte da identidade nacional.


7.9.13

Estacionamento

Este tem de ser o país com as regras de estacionamento mais complicadas de sempre. Como não tenho carro nunca cheguei a perceber exactamente as restrições todas. Mas, pelo que tenho observado, os lugares amarelos são privados, normalmente alugados a uma pessoa especifica, não podem ser usados por mais ninguém, nem que estejam vazios durante semanas. Nos lugares azuis pode-se estacionar gratuitamente durante 2 ou 3 horas, das 8.00 às 19.00 e deixar durante a noite, mas tem de se usar um disco azul que indica a que horas se chegou. Os lugares brancos supostamente são de graça, mas também já vi lugares brancos com parquímetros e restrição de estacionar de 2 horas. No entanto, também já ouvi dizer que independentemente de ser azul ou branco pode haver um sinal que indica regras diferentes em termos de horas e pagamento.

Ou seja, estacionar é uma dor de cabeça e é caro. Quem tem carro tem de alugar um lugar ao pé de casa e quando vai de carro para o trabalho tem de por o carro numa garagem comum ou alugar um lugar lá também. Ou então pode por num lugar azul e andar a mudar o carro de 3 em 3 horas. O interessante é que é proibido estacionar se não houver marcas no chão com uma das 3 cores, e como tudo aqui, dá direito a multa.

Como é que é possível viver assim?

Say What?

Tive uma reunião de trabalho em genebra numa empresa internacional, na qual metade das pessoas são inglesas. A conversa ia alternando entre inglês e francês, o que não seria complicado não fosse o facto de os ingleses falarem francês com sotaque inglês e os suíços falarem inglês com sotaque francês. Eu estava no meio daquela gente e tinha de me lembrar a cada 5 segundos que língua é que se estava a falar.

Boîte À Lait

As típicas caixas de correio suíças, com uma gaveta, a chamada boîte à lait. Antigamente serviam para deixar o leite, mas hoje servem para as encomentas. O carteiro abre a gaveta e deixa lá os pacotes, o único problema é que qualquer pessoa pode abrir a gaveta, não está trancada. Algumas estão dentro dos prédios, mas há muitas na rua. Não sei como é que não há pessoas a fazer passeios e abrir todas as caixas de correio que encontram para ver se há presentes lá.


15.8.13

Again And Again

Desde o momento em que me levanto até ao minuto em que saio do trabalho estou sempre a pensar que assim que chegar a casa vou deitar-me e dormir uns 30 minutos.

E é claro que quando chego a casa estou cheia de energia e nunca me deito.

14.8.13

Humft

Como me apetece um galão e um bolo de arroz.

Suíça


12.8.13

Oprah

A Oprah diz que foi vítima de racismo na Suíça. Supostamente, numa loja de luxo disseram-lhe que uma das malas era demasiado cara para ela. A notícia aqui.

Sinceramente não fico nada surpreendida. De todos os países onde já vivi, este é onde me sinto pior enquanto estrangeira.


Livros

Agora trabalho num escritório numa cidade diferente, por isso tenho uma viagem de 30 minutos de comboio em cada sentido todas as manhãs. A parte boa é que me permite começar o dia a ler e à conta disso ando a papar livros a um velocidade alucinante. Tenho lido um livro por semana e às vezes dou por mim a conter-me para não ler em casa, para ver se os livros duram mais tempo.

11.8.13

Algarve

Digo muitas vezes que estar cá no Inverno não custa muito. A verdade é que em Portugal se sofre muito mais com o frio, apesar do tempo ser bem melhor do que aqui. O que me dói verdadeiramente é estar cá no Verão. Portugal é um país fantástico, mas é no Verão que toda a alegria e vontade de fazer coisas sai cá para fora. E sendo eu Algarvia a ideia de não ir à praia, deitar-me na areia e mergulhar no mar chega a fazer-me comichão. Algo está errado quando não se passa o mês de Agosto a comer peixe grelhado e marisco, a apanhar sol até não se poder mais, a sentir o cheiro da maresia, a beber bebidas frescas em esplanadas cheias de gente, a ir à praia, a fazer jantaradas, almoçaradas, encontros com amigos, a rever todas as pessoas que vivem noutras cidades, mas que como bons Algarvios voltam nesta altura. É estúpido, mas para mim Verão sem isto não existe e eu continuo à espera que o meu comece, só que este ano para mim não há Verão. Que saudades eu tenho da minha terra, família, amigos e do Agosto no meu Algarve.

10.8.13

Compras

Como se tornou costume fui fazer as compras para a casa hoje de manhã.

Precisava de ovos e sempre que compro ovos lembro-me de ser criança e não perceber porque é que os ovos eram retratados a branco nos desenhos animados. Acho já era adulta quando vi pela primeira vez ovos brancos, e nem me pareciam reais. E ainda hoje tenho a impressão de estar a comprar um brinquedo em vez de comida.

1.8.13

1 De Agosto

Hoje é o dia da Suíça e felizmente é feriado. Para aproveitar o bom tempo fui dar um passeio de bicicleta ao pé do lago.

Este mês de Julho foi o mais quente dos últimos 30 anos, o que se tem traduzido em muito sol e em temperaturas de 30 graus quase todos os dias. Tenho tentado aproveitar o verão cá, porque este ano não vou ter férias em Agosto. Mudei de trabalho, por isso durante 3 meses não posso ir a lado nenhum.


28.6.13

Lógica Suíça



O cocó de cão tem sempre de ser apanhado com um saquinho e deitado no lixo. Curiosamente o que eu  tenho visto muito é que quando não há um caixote de lixo perto eles apanham o cocó com o saquinho e deitam-no no chão. Não percebo.

25.6.13

Abrigos

Cá é obrigatório que todos os edifícios de habitação tenham na cave um abrigo anti-atómico. A moda começou depois da 2ª guerra mundial e mantém-se até hoje. Quando se escolhe desenhar os prédios sem abrigo, tem de se pagar uma brutalidade à commune da zona para garantir o lugar dessas pessoas num abrigo público. A primeira vez que vi um abrigo fiquei chocada, a porta em ferro tem pelo menos uns 50 cm de espessura, lá dentro é escuro e pequeno para as supostas pessoas que deve albergar, só tem paredes e um buraco no chão para fazer de sanita.

24.6.13

TV

Como eu detesto filmes dobrados e séries dobradas.

19.6.13

Lua Cheia

Os suiços quase todos partilham a teoria de que em altura de lua cheia nao se consegue dormir bem.


Nunca tinha ouvido tal coisa.

Snif

O google reader vai acabar.

18.6.13

Encomendas

Quando estava em Londres ganhei o habito de fazer compras online. Livros, roupas, sapatos, coisas da casa, comida, quase tudo se pode comprar na internet e normalmente costuma ser mais barato do que nas lojas e é raro ter de se pagar portes de envio. Por isso,  sempre que preciso de algo costumo fazer sempre pesquisas na internet para ver se encontro preços melhores.

Para quem nao sabe as coisas na Suiça sao, no geral, mais caras e ha muito menos escolha. Por isso cheguei a fazer encomendas de sites ingleses algumas vezes, porque mesmo com portes o preço continuava a compensar. Qual nao e o meu espanto quando fui levantar uma encomenda aos correios e me cobraram uma taxa de 25 francos. Esta gente nao se perde, quando se manda vir alguma coisa do estrangeiro que a partida se poderia ter comprado ca, ha uma taxa que tem de ser paga, ou entao ficamos sem a encomenda. Escusado sera dizer que ja desisti, so mando vir livros so bookdepository, ao menos nisso nunca me compraram a taxa.

16.6.13

Summer


Uma pessoa passa 8 meses de Inverno e quando volta a vestir um biquini vê os efeitos do queijo e do chocolate. Not cool.

Álcool Etílico

Mas será Portugal o único país do mundo onde se pode comprar?

15.6.13

Sun

Uma das coisas que mais me surpreende até hoje, depois de ter passado por alguns sítios é ver como estas pessoas destes países vibram com dias de sol. Acho bastante saudável esta ideia de que temos de aproveitar ao máximo, porque sabe-se lá como vai estar o dia de amanhã. E é verdade que há dias de calor e que no dia a seguir já está nublado. De certa forma os portugueses e outros povos que vivem mais a sul acabam por não ligar tanto, porque a a probabilidade de estar sol e calor no dia a seguir é mesmo muito alta. Há sempre uma espécie de  transição muito gradual, vai ficando mais frio devagar. Aqui não, é como jogar na lotaria todos os dias.

Primavera


12.6.13

Shhh

Ja tinha ouvido muitas historias sobre a intolerância dos suíços em relação ao barulho, mas ainda nao tinha visto nada. Até agora.

A minha casa actual é num pequeno prédio com quase cem anos. Dos 6 apartamentos ha 3 onde vivem pessoas mais velhas e 3 que foram alugados recentemente. Por baixo de mim vive uma senhora de idade com quem eu ja falei e que me parecia simpatica. No outro dia quando cheguei a casa do trabalho tinha um bilhetinho da concierge a dizer-me que tinham havido queixas do "barulho tardio" que eu costumo fazer. Ora, eu nao tenho televisao, vivo sozinha e nem tenho mesmo o habito de ouvir muita musica. O barulho do qual a minha querida vizinha se queixa é o barulho que faço quando ando em casa da sala para o quarto e do quarto para a cozinha, porque tenho um soalho de madeira antigo daqueles que estala. Ate podia ser que eu andasse de saltos em casa ou que fizesse sapateado, mas nao, nunca fiz nada disso.

Liguei à concierge para saber o que se passava e ela confirmou que a vizinha de baixo se tinha queixado que eu andava a arrastar moveis pela noite adentro e que fazia imenso barulho, disse-me também que eu devia comprar tapetes para abafar o barulho e que devia por protecções debaixo das cadeiras. Eu garanti que nao costumo arrastar moveis e perguntei-lhe como é que ela sugeria que eu me deslocasse dentro da minha casa. Nos prédios velhos os barulhos propagam-se muito facilmente, nao ha nada a fazer.

Bem que já me tinham dito que aqui nao é preciso muita policia, porque os vizinhos se policiam uns aos outros. True story.

28.5.13

Gras

Ao contrario de nos que usamos varios programas de computador em ingles, os franceses traduzem tudinho. Faz algum sentido porque facilita ler na nossa língua nativa. Eu percebo, mas quando tenho de trabalhar em word e quero por uma palavra a “Bold”, fico sempre meio segundo perdida a pensar onde é que raio esta o B.



24.5.13

Só Mais Esta

Há umas semanas lembrei-me de convidar as minhas colegas para virem jantar à minha casa nova. Era uma terça feira e eu pensei que talvez na quinta ou na sexta pudéssemos fazer o jantar. Elas responderam que sim, que era uma boa ideia e que na semana seguinte podíamos voltar a falar nisso para combinarmos a dita refeição para a outra semana a seguir.

Não voltei a falar nisso.

You Can Take The Girl Out Of Portugal, But You Can´t Take Portugal Out Of The Girl

Na verdade não gosto da Suíça. Desde que cheguei que me tento convencer que isto é um sítio agradável, calmo, onde as coisas funcionam, há dinheiro, as paisagens são bonitas e a comida até boa. Na teoria tem todas as qualidades para ser um paraíso, na prática o que sinto é que vivo numa cidade sem alma. Poderia dizer país, mas como só tenho a experiência da zona francesa não vou generalizar. Talvez não ajude que eu tenha vivido em Londres e nada se comparar à vida lá, talvez a dificuldade em exprimir-me em francês não me permita aproveitar a vida aqui como devia, talvez ou talvez não. Eu sei que nunca ninguém está contente com o que tem e eu sinto-me contente de ter um bom emprego, o problema é o resto. Esta falta de carácter, esta obsessão com o dinheiro, esta ideia que a suíça é o melhor país do mundo, que as pessoas dos outros países são todas preguiçosas e que a educação escolar deles é superior a todas as outras. A facilidade com que compram porcarias que não precisam de todo, só porque têm de ter o último modelo do telefone. Aqui diz-se em tom de brincadeira que a suíça é a prostituta da Europa, por aceitar o dinheiro de toda a gente, o problema desta frase é que até faz o país parecer muito mais interessante do que na realidade é. E como isto é aborrecido, os feriados são os piores dias, uma pessoa bem quer sair e aproveitar, mas não há nada aberto, nada. Cafés, restaurantes, lojas, nadinha. Podia estar horas a descrever coisas que me irritam aqui, mas vou parar por hoje, talvez para a próxima consiga dizer algo positivo.


27.4.13

Carta de Condução


Quando cheguei cá, há um ano atrás, disseram-me que tinha 12 meses para trocar a minha carta por uma carta suíça. Como não tenho carro e é mesmo muito raro conduzir nunca mais pensei nisso. Até que chegou abril e surgiu a hipótese de alugar um carro para ir passear com uns amigos que vêm cá visitar-me em maio. Acabei por me lembrar que a minha carta portuguesa já não é válida aqui. Comecei então a pesquisar o que era preciso para mudar a carta, porque aqui nada é simples, para tudo há um ou 2 formulários e para tudo tem de se pagar.

Quanto mais pesquisava na net sobre este assunto, mais em pânico ficava. Há por aí uma data de sites que dizem que ao fim de 12 meses a carta perde a validade totalmente e que depois só se pode voltar a conduzir na suíça se se for para uma escola de condução tirar a carta cá. Comecei a tratar da papelada e posso dizer que o processo, depois de explicado até não é complicado, é apenas muito chato. Primeiro fui ao site da minha commune de residência  buscar um formulário para a mudança de carta. Depois de preenchido este formulário tive de lá ir para que eles assinarem e confirmarem a nossa morada. De seguida tive de ir a uma óptica fazer um exame à vista, passei e eles assinaram o mesmo formulário que levei à commune. Depois fui ao service des automobiles et de la navigation com o formulário, uma fotografia tipo passe e a carta portuguesa.

Quando cheguei lá entreguei os papéis e fiquei à espera que ele me dissesse que já não a podia renovar, mas não. Não tive problema nenhum, nem sequer foi referido o assunto da validade de carta. Entreguei a carta velha, que é enviada para portugal e recebi a carta nova na hora. Pela renovação paguei 45 francos e pelo exame da vista paguei 20, tinha ideia que fosse muito mais caro.

Estava reticente em trocar a carta, não me apetece nada andar por aí com uma carta suíça, até porque não sei quanto tempo cá fico. Mas como não me queria andar por aí ilegal, acabei por fazê-lo. De qualquer maneira este é apenas mais um exemplo de como os suíços aproveitam sempre tudo a seu favor. Com a quantidade de estrangeiros que aqui vive eles ganham um dinheirão com as renovações de carta. Mas pior que isso, são estes processos idiotas que me tiram do sério. 

Links úteis para o cantão de Vaud:

http://www.vd.ch/themes/mobilite/automobile/permis-de-conduire/echange-permis-etrangers/

www.vd.ch/uploads/tx_vdfilesdb/0220_v1209.pdf

http://www.vd.ch/autorites/departements/dse/automobiles-et-navigation/

25.3.13

Be Careful What You Wish For

Quando era pequena sempre tive pena de nunca ter mudado de casa. Ter histórias de conhecer uma casa nova, empacotar e desempacotar coisas. Parecia tão divertido.

Hoje em dia, depois de já ter perdido a conta às casas onde já vivi, quero é não ter de me voltar a mudar. Uma pessoa pensa que que o pior são os móveis, mas o pior são as inúmeras coisitas espalhadas por todo lado, como as canetas, as molas, os livros. Coisas sem lugar definido e que se perdem facilmente.

Após uma semana a casa já está habitável, mas ainda assim longe de estar acabada, porque ainda me faltam móveis. E a cada coisa nova que entra cá em casa eu só consigo pensar que um dia vai ter de voltar a sair e quem vai carregar com ela sou eu.

14.3.13

Inverno

A uma semana da Primavera volta o frio e a neve (nao que os últimos dias tenham sido quentes, mas foram menos frios).

E a mudança de casa é ja amanha, estou ansiosa por ver tudo arrumado na casa nova, todo este processo é cansativo.

10.3.13

Moving

A ganhar coragem para ir empacotar coisas. Argh.

2.3.13

Casas

Uma das coisas mais horríveis pelas quais alguém pode passar na Suíça é ter encontrar casa para viver. É verdade que encontrar casa nunca é fácil e que em cada cidade há dificuldades diferentes. Em Londres era difícil, porque é uma cidade com muita procura e muito cara, logo há poucas casas dentro dos orçamentos pretendidos que não sejam num bairro perigoso e/ou nojentas. A chave é persistência e rapidez.

Aqui lidamos com um tipo diferente de problemas.  Há mesmo muita falta de casas disponíveis e há muita procura, mas o problema principal está no sistema. Com a mania de serem o mais justos que podem, acabam por criar o sistema de casas mais corrupto que alguma vez vi na vida. Enquanto nos outro sítios a primeira pessoa que quer a casa fica com ela, dado que preencha os requisitos mínimos, aqui eles querem a melhor pessoa possível para o apartamento. As agências imobiliárias não fazem nada, são as pessoas que vivem na casa e vão sair que organizam uma visita geral para que todos os interessados possam ver a casa ao mesmo tempo. Nunca me senti tão desconfortável a ver casas, houve algumas que vi com pelo menos 20 pessoas desesperadas, e estamos a falar de apartamentos pequenos. Depois da visita os interessados tem de preencher um formulário da agência e entregar com uma cópia do permis ou bi, recibos de salário ou uma declaração do emprego e uma declaração do office des poursuites que garante que não temos dividas. Em teoria a agência analisa os dossiers dos candidatos e escolhe o melhor, na verdade o que acontece é que a casa vai para alguém que tenha uma cunha, alguém que conheça uma das pessoas que trabalha na agência.

Basicamente, é um tipo novo de rejeição, não adianta ser o primeiro a ver a casa, o que interessa é ter a sorte brutal de realmente ser o melhor ou conhecer alguém que interceda por nós. Chega-se ao ponto de haver tantas cunhas para a mesma casa, que ganha a pessoa que tiver a cunha mais poderosa. E como se não bastasse há uma espécie de "código" a seguir, pessoas sozinhas só podem viver num estúdio ou num T1, casais sem filhos num T1, casais com 1 filho num T2, etc. Cheguei a ver um formulário duma agência que dizia que se uma mulher estivesse grávida tinha de mostrar uma declaração médica que o comprovasse, vi também anúncios na internet de pessoas que ofereciam 500 francos de recompensa se lhes fosse dada uma casa. Claro que esta competição é pior nas cidades, há muitas casas no meio do campo em terriolas que são fáceis de conseguir, e embora 90% das pessoas consiga a sua casa com cunha, há excepções e depende de cidade para cidade. É um pouco difícil de explicar, só comparável aos falsos concursos públicos que abrem em Portugal, para inglês ver, quando já têm a pessoa escolhida para o emprego. Em que até se tenta, mas já se vai tão desmotivado que nem valia a pena ter ido.

No meio disto, depois muitas casas vistas e muita frustração por não ter sido escolhida para nenhuma, eis que consegui uma casa sem cunha. Foi uma casa que foi vista por muito pouca gente, porque não havia anúncios na internet, logo em vez das típicas 30 candidaturas, só houve 4 ou 5. Posso dizer que espero nunca mais ter de procurar casa neste país.

10.1.13

Not Very Happy

Por ter pago 20 francos por 10 sacos do lixo.

8.1.13

O Imposto Do Saco

Aqui toda a gente é super ecológica, por essa razão as comunas vão tentando a todo o custo obrigar as pessoas a separar o lixo e a reciclar. Por isso desde o dia 1 de Janeiro só se pode deitar o lixo fora em sacos brancos autorizados que são caríssimos, 1 saco oficial de 30 litros custa cerca de 2 francos. A minha grande curiosidade era saber como é que eles iam obrigar as pessoas utilizar os sacos oficiais e hoje tive a resposta. Pelos vistos os sacos não oficiais vão ser deixados à porta do prédio com este aviso. Só me dá vontade de rir.


2013

À vinda para a Suíça tive de fazer escala em Lisboa, o que me permitiu andar a ver as lojas do aeroporto. E gostava de dar destaque à loja Portfolio, uma loja dedicada à venda de produtos portugueses. Desde comida, vinho a objectos tradicionais aliados ao design e moda. Adorei quase tudo e fiquei com vontade de trazer imensa coisa, mas consegui resistir acabei por comprar apenas o santo António em azulejo e a sardinha em cerâmica. Vale a pena passar por lá.



8.12.12

11.11.12

Viver Fora

Acho que é preciso viver fora de Portugal para nos apercebermos de todas as coisas boas que existem por aí. Claro que não há sitio como a nossa casa, mas sei que antes não valorizava o meu país como devia. O facto de estarmos sempre a ser expostos a injustiças e a dificuldades acabam por não nos deixar perceber as qualidades imensas do cantinho à beira mal plantado.


Comida

Como me apetecia uma sapateira, arroz de lingueirão, um bitoque, batata doce, conquilhas, camarões....

5.11.12

Coisas Que Me Espantam

Que a minha colega, suíça, pergunte à outra se a palavra "espinafre" é feminina ou masculina.

20.10.12

Saudades

 


Pergunto-me muitas vezes se algum dia uma pessoa se sente em casa num país estrangeiro da mesma forma que se sente em casa na cidade em que cresceu. E digo isto, porque sempre que chego ao Algarve sinto que um peso se levanta e posso enfim respirar. De todas as cidades em que vivi, gostando mais de umas do que outras, não houve nenhuma que fizesse sentir que estava no sítio certo. E embora não esteja constantemente a pensar nisto, dou por mim às vezes a aperceber-me como anseio por um passeio na praia e o cheiro da maresia. A vista constante de montanhas em todos os lados para onde se olhe é a princípio impressionante e com o lago à mistura ainda mais bonita se torna. No entanto, num dia de muita neblina, as montanhas não se conseguiam ver e parecia que o lago se estendia sem fim. Parecia o mar. E eu senti um alívio tão grande ao olhar para a paisagem sem aquela barreira à frente, senti que estava ao pé do mar, senti-me mais perto de casa. Nem eu própria sabia como me sentia enclausurada nesta espécie de fortaleza natural, nem eu sabia que não respirava como deve ser. Há dias em que o coração dói mais do que outros, mas eu agora fico sempre a espera dos dias com neblina para me sentir um pouco mais livre.

10.10.12

30

Aos 30 anos posso dizer que já fui várias pessoas, sinto às vezes um peso de quem já viveu várias vidas. É normal lembrar-me de coisas que aconteceram noutra terra, numa altura diferente e sentir que já fui mais adulta do que sou.

Hoje, no dia do meu trigésimo aniversário posso dizer que estou a viver num país onde nunca pensei que viria a viver, na minha 13ª casa. Já comprei mais toalhas e lençóis do que muita gente na vida inteira. Aprendi a desapegar-me de coisas e de casas, adoro ter a minha casa, mas sei que amanhã posso já não estar no mesmo sítio. Aprendi a começar de novo e de novo e de novo.

Domino a língua inglesa e luto por domesticar a língua francesa, mas ela é selvagem e continua a trocar-me as voltas.
Sonho com a ideia de voltar a Portugal, para uma vida mais cheia, com a certeza que isso muito dificilmente vai acontecer.
Continuo sentir-me perdida e bastante desiludida por descobrir que a idade não resolve as dúvidas existenciais, que pelo contrário, as torna maiores.
Apercebi-me que nada substitui a família e os amigos. E que os bons amigos são aqueles com quem conseguimos conversar como se nos tivéssemos visto ontem, mesmo que se tenham passado meses.
Reconheço que há uma linha ténue entre aventura e sacrifício e que a idade vai fazendo pesar a segunda.
Desejos para o futuro? Viajar, conhecer mais coisas, novas comidas, novos costumes e ter sempre um ninho para onde posso voltar ao fim do dia.

Deixo os 20 para trás e começo uma nova fase.

3.10.12

E Depois Fazem Destas

Registei-me no site suíço da lotaria para poder jogar ao euromilhões online. Hoje recebi uma carta no correio a pedir-me para enviar por correio ou por email uma fotocópia do BI ou passaporte para terem a certeza que tenho mais de 18 anos.

2.10.12

The Pillars Of The Earth

Adoro o cheiro e o toque de um livro acabado de comprar.

Facturas

Os suíços gostam muito do sistema de pagamento por facturas. As contas da electricidade, do telefone, ginásio, etc chegam pelo correio e podem ser pagas online ou indo aos correios. Até aqui tudo bem, o que me surpreendeu foi quando comecei a fazer compras para a casa (comida, produtos de limpeza) na internet e me apercebi que eles oferecem a possibilidade de pagar com factura. Ou seja, recebi tudo o que tinha pedido e deram-me até ao fim do mês para pagar. Como se isto não fosse já surpreendente, no outro dia andava a ver sapatos no site zalando.ch e também lá se pode pagar com factura até 14 dias depois de receber a encomenda. É isso que este país tem de interessante, por um lado exigem uma data de papelada e dificultam imenso o processo de integração, mas depois entregam-nos comida e sapatos em casa e pagamos quando pudermos.

30.9.12

Nervos

Irritam-me profundamente as pessoas que vivem cá uns meses e começam a usar palavras que não existem em português.

O exemplos que mais tenho ouvido são:

terraça - esplanada

grelhada -  churrasco

balcão - varanda


26.9.12

Os Chocolates Sao Bons, Mas..

Aqui os sapatos têm muito pouca qualidade.

25.9.12

Outono

Agora que chegou o Outono e o tempo ja esta mais fresco começam a aparecer por todo o lado as carnes da caça.

20.9.12

A Velha História

Os suíços franceses não gostam de franceses. Os suíços alemães não gostam de alemães. Os suíços italianos não gostam de italianos. E entre eles embirram uns com outros.

19.9.12

Não Percebo

Fico extremamente irritada quando vejo anúncios a promoções das companhias aéreas que prometem viagens com grandes descontos. Por mais que tente nunca consigo encontrar os ditos preços baixos, sinto que é um enorme engano.

18.9.12

Argh

Sabemos que estamos a chegar a um nível diferente quando passamos a ter sonhos com alguns diálogos em francês.

27.7.12

2012

Quando me mudei para Londres em 2007 os Jogos Olímpicos eram apenas uma ideia distante. 2012 estava tão longe, no entanto, a grande importância do evento já se sentia na altura. A cidade andou a preparar-se ao detalhe, british style, durante muitos anos e isso reflectia-se no dia a dia. Os jogos foram também um grande catalisador da cidade em termos de arquitectura e construção, daí talvez haver tanto trabalho na altura em que fui para lá.

Hoje, cinco anos depois, é o culminar de toda a essa preparação e devo dizer que é com pena de estar longe que vou assistir à cerimónia. Porque, de certa forma, quem lá viveu durante o tempo que antecedeu os jogos não pode deixar de sentir que também contribuiu, nem que seja de forma ínfima para o que vai acontecer hoje. Também eu sinto orgulho pelo trabalho realizado lá.

Como um longo noivado que chega ao fim, venham jogos.

24.7.12

À Custa Do Francês

Quanto mais tempo passo aqui pior vai ficando o meu inglês.

Laptop


9.7.12

Expressões

O equivalente suíço da expressão portuguesa "faço isso com uma perna às costas" é "faço isso com dois dedos no nariz".

7.7.12

O Raio Do Francês

"C´est pas terrible" é uma expressão muito utilizada aqui. Após muita confusão percebi que o que isto quer realmente dizer é "Não é fantástico". Logo, a palavra terrível é usada como sinónimo de algo bom. Uma loucura.

Telefone

As minhas colegas ficam furiosas quando alguém liga para o escritório e não se identifica imediatamente antes de dizer o que quer.

30.6.12

Fico doente com o preço das coisas aqui. O dinheiro voa a uma velocidade alucinante. E dou por mim a  perceber que coisas que em Portugal são bastante acessíveis, aqui são luxos. Ir ao cabeleireiro fazer um corte pode ficar entre 80 a 120 francos. Eu fico doente de pensar em dar 100 francos por um corte de cabelo. Eu sei que a vida aqui é diferente, mas não me entra na cabeça.

3.6.12

Praia


No lago.

1.6.12

Nome

Na Suíça um filho só pode ter o nome do pai se os pais forem casados. Caso não o sejam, a criança só pode ter o nome da mãe e o pai não direitos nenhuns sobre a criança. Tem de fazer um pedido especial em que reconhece que é o pai, mas fica por aí. E pelos vistos, só há muito pouco tempo é que uma mulher pode escolher não ficar com o nome do marido quando se casa.

24.5.12

Os Suíços

Vivem num mundo surreal (para mim), muitas vezes tenho a sensação de estar dentro de um filme ou numa realidade paralela. Tenho duas colegas suíças da minha idade e quando temos conversas fico sempre com a sensação que realmente sou um alien. Elas nunca conheceram o desemprego e nunca tiveram a sensação de  desespero de saber que por mais que se tente não vamos conseguir uma solução para os nosso problemas financeiros. As duas têm contas poupança e de reforma desde o dia em que começaram a trabalhar, as duas já viajaram pela América do norte e do sul, pela Ásia e pela Austrália e falam disso que como se falassem de dar um salto a Madrid para o fim de semana. No outro dia uma das minhas colegas recebeu um convite para ir a Bali na semana seguinte e comprou o bilhete 3 dias antes da viagem. A outra, todos os anos faz uma grande viagem e costuma tirar 1 ou 2 meses não pagos para estar a vontade com o tempo e ainda poder ter férias quando volta, este ano vai tirar 3 meses para ir para a Tailândia. Nota-se claramente que cá não existe muito a preocupação de não ter emprego no dia seguinte, de não poder pagar a renda e de não ter dinheiro para sobreviver. Eles assumem que a sociedade funciona e vão ter sempre direito a uma vida decente.

Há uns dias o meu patrão disse que tinha visto notícias sobre Portugal e que tinha ficado espantado de perceber que mais de metade dos jovens não tinha trabalho. A minha colega ficou muito admirada e perguntou porque é que em Portugal as pessoas não queriam trabalhar. A ideia de não haver trabalho para tanta gente nem lhe passou pela cabeça. Da mesma forma que em conversa elas criticaram uma amiga filha de pais chilenos que tinha vivido com os pais até aos 25, apesar de já ter emprego. Não faz sentido nesta sociedade ter emprego e ficar em casa, tal como a não existe a ideia de que uma pessoa não ganhe o suficiente para se sustentar.

Muitas vezes oiço estas coisas e acabo por ficar calada, porque há coisas que não se explicam. Se me fossem dizer que há países onde uma pessoa se sente "segura financeiramente" eu nunca ia perceber o conceito verdadeiramente.

12.5.12

Sandálias

Cá, à semelhança de Londres, também acontece um fenómeno que acho interessante. Basta o calendário dizer que é Maio para andar toda a gente com roupa de verão e sandálias, mesmo que esteja a chover e não esteja calor nenhum. É como se as pessoas vestissem de acordo com a agenda e não de acordo com o que se passa lá fora.

Sol

Nunca vou perceber como é possível que um dia esteja o céu completamente limpo e 28 graus e no dia  seguir esteja nublado e a temperatura tenha descido para 18. Não é uma passagem gradual, não há tempo para nos habituarmos, se o sol vem é tentar aproveitar ao máximo. No entanto, não me posso queixar muito, o tempo na Suíça é muito melhor do que na Inglaterra ou na Holanda.


1.5.12

O Francês

Dá-me cabo da cabeça.

21.4.12

Montanhas

Aqui há montanhas por todo o lado, para onde quer que se olhe há sempre algo no horizonte.


A minha colega (suíça) foi passar férias a França e quando voltou disse que tinha adorado estar ao pé do mar, mas nunca conseguiria viver num país sem montanhas. Que achava estranho olhar à volta e ser tudo plano, era como se faltasse qualquer coisa. 

Suponho que todos nós temos algo deste género com o sítio onde crescemos. Para mim continua a ser estranho viver num sítio sem praia, sem mar. O lago é grande e é giro, mas nunca se poderá comparar.

15.4.12

Objecto A Objecto

Uma casa é composta de objectos grandes e de inúmeros detalhes, coisas que nem reparamos que estão lá. Uma grande parte dos meus amigos mudou uma ou duas vezes de casa. Da casa dos pais para a casa(s) onde viveram nos tempos de universidade e posteriormente para uma casa deles. Passaram pelo processo de comprar os bens necessários uma ou duas vezes. Porque mesmo tendo mudado de casa, quando é no mesmo país, é fácil enfiar tudo no carro e transportar para a casa nova. Eu mudei-me em Março para esta casa onde estou agora e todos os dias dou por falta de algo que me esqueci de comprar. No outro dia fiz um prato no forno e apercebi-me que ainda não tenho pegas de cozinha, uns dias depois molhei o chão e lembrei-me que ainda não tenho uma esfregona.
Nos últimos anos já mudei tantas vezes que penso que no total tive de comprar lençóis, toalhas, loiça, talheres, etc pelo menos umas 8 vezes. Já dei muitas coisas, outras pura e simplesmente deitei fora apesar de estarem em óptimo estado, no entanto quando se muda de país não se vai pagar uma fortuna para transportar canecas e edredões. Agora vou enchendo a casa, outra vez.

25.3.12

Há Dias Assim

Lavar A Roupa 2

Após alguma pesquisa descobri na amazon (adoro este site) uma "mini" máquina de lavar roupa. Mandei vir e hoje estive a experimentá-la e tenho de dizer que estou muito contente!

23.3.12

O Lago

Todos os suíços são obcecados com o lago. Ir passear ao pé do lago, ver o lago da varanda, comer ao pé do lago, viver perto do lago.

Eu acho que o lago disfarça bem e tem dias que parece o mar.

18.3.12

Lavar A Roupa

Estou a gostar de viver na Suíça, apesar de ser um país bastante calminho. No entanto, posso dizer que a coisa que mais me enerva neste país é o facto de ser extremamente difícil lavar a roupa. É raro os apartamentos terem máquina de lavar, porque todos os edifícios têm uma sala na cave com 2 máquinas para uso comum do prédio. Como se isto não fosse mau o suficiente, cada apartamento tem um dia e um horário especial para lavar a roupa que tem de ser respeitado. No novo apartamento o horário fantástico que eu tenho é o de segunda-feira das 11h às 16h. Como é óbvio, qualquer pessoa que trabalhe durante as horas normais não tem possibilidade para lavar a roupa. E é esta falta de flexibilidade que me irrita, estar limitada a um horário que não posso utilizar e não ter maneira de o contornar. Se a casa fosse maior e tivesse 2 casas de banho podia tentar falar com o senhorio e propor-lhe tirar o bidé ou um lavatório e instalar uma máquina de lavar roupa, que é o que muita gente acaba por fazer. Entretanto vou pensando numa solução.

14.3.12

Moda

Há uns dias vi um rapaz adolescente, com phones, calças largas e estilo hip hop com uma malinha Louis Vuitton. Ao início pensei que era engano, mas depois de ver uns quantos, perguntei à minha colega e ela confirmou que desde o ano passado essa era a moda cá, especialmente para o "grupo hip hop".

Realmente a moda é algo estranho. Basta de mudar de país para o mesmo fato passar a ser ridículo.

13.3.12

Chez Moi

Após uma longa procura acabei por encontrar casa e mudar-me há uma semana. É pequenota, mas tem uma bela vista do lago. Entretanto vou comprando coisas que já comprei tantas vezes antes, toalhas, lençóis, etc.

29.2.12

29

De Fevereiro! Gosto do dia.

25.2.12

Samedi

Hoje tive a oportunidade de ir passar a manhã a umas piscinas de água quente em Lavey. Posso dizer que adorei. Estar num jacuzzi de água bem quente ao ar livre no Inverno é uma sensação fantástica. Para além das piscinas tinham salas para relaxar, sauna e banho turco. Para quem quer descansar não há nada melhor.

21.2.12

Só Digo Isto

Fondue de queijo.

20.2.12

Língua

A nossa língua materna é uma ferramenta extremamente importante para a nossa vida diária. Pequenas coisas diárias dependem de podermos comunicar com as pessoas, como por exemplo ir ao banco, procurar casa, telefonar. É impressionante como nos sentimos impotentes quando estamos num sítio cuja língua não dominamos. Tudo é antecipado e ensaiado e uma pequena tarefa ganha uma enorme importância. Será que vou perceber quando a pessoa responder? E no fim, quando corre bem, fico com uma enorme sensação de vitória por ter conseguido ir ao banco sozinha ou ter conseguido falar com uma imobiliária por telefone. São as pequenas coisas.

19.2.12

16.2.12

Há Uma Semana Atrás

Back To Life

O tempo tem passado muito depressa, demasiado para fazer, coisas novas para descobrir. Estou aqui há menos de 3 semanas e já me parecem meses.

Queria escrever um pouco sobre o processo de vir para cá trabalhar, embora isto seja apenas a minha percepção e possa haver informação mais correcta noutros locais. No meio da confusão toda o que me parece mais fácil é mesmo conseguir emprego. A Suíça não faz parte da União Europeia, logo para se trabalhar cá é necessário obter um permit de trabalho.

Para obter este permit é necessário ir à comuna do cantão onde se reside com o contrato de trabalho, fotografias tipo passe, cartão do cidadão ou passaporte, cédula pessoal e uma declaração do tribunal com o cadastro. Com estes documentos é quase sempre concedido o permit, que pode demorar até 30 dias a chegar e que custa 90 francos (mas acho que o preço varia). Existem três tipos: o C, o B e o L. O C é melhor, é o que equivale a ser suíço, o B é para contratos de tempo indeterminado e penso que tem uma duração de 5 anos e o L que tem a validade de 6 meses e que não permite fazer muitas das coisas que se podem fazer com os outros 2.

De seguida abri uma conta no banco. Foi muito fácil, basta levar o passaporte, eu levei o contrato de trabalho também, embora ache que não era necessário e já está. Não precisei de depositar dinheiro nenhum, nem de dar prova de morada.

Outra burocracia importante a tratar são os seguros que são obrigatórios. Tive de comprar um seguro de saúde que custa cerca de 250 francos mensais, um seguro de responsabilidade civil (sim, a sério) e um seguro que cobre danos feitos no recheio da casa, que custam cerca de 180 francos por ano.

Dito assim até parece simples e no meu caso até foi porque tenho tido a ajuda preciosa de pessoas fantásticas que me levaram directamente aos sítios certos me ajudaram com o francês. O que me me leva a dizer que o melhor conselho que posso dar a alguém que queira vir para cá é: aprender bem francês.

Eu fiz um curso intensivo na alliance française, mas não foi o suficiente. Quanto mais estudarem em casa, menos dificuldades vão ter por cá. Eu continuo um bocado às aranhas, embora ouvir todos os dias ajude. E fiquem cientes que aqui quase ninguém fala inglês de bom grado. Já tive de falar inglês uma vez ou duas e sinto-me mal sempre que tenho de o fazer.

Posso também dizer que o meu trabalho tem boas condições, o ordenado é certamente atraente, mas os custos de cá viver são consideráveis. É difícil pagar menos de 40 francos num restaurante.

E agora a parte interessante, arranjar casa é um pesadelo. As rendas normalmente ficam por um terço do ordenado, nada mau. Em londres as rendas são muito caras, mas existem milhares de casas, aqui as rendas são acessíveis, mas é preciso ter muita sorte ou uma grande cunha para conseguir alugar uma casa. Para começar, só se pode alugar uma casa com o permit de trabalho (que pode demorar até 30 dias) e a grande maioria das casas exige 3 recibos de ordenado e 3 meses de caução. O que significa que na maior parte dos casos só é possível alugar uma casa no quarto mês, um T1 que custe 1500 francos por mês vai ter investimento inicial de 6000 francos (1ª renda e caução), mais o preço de mobilar a casa. Até lá as opções passam por alugar um quarto, ficar num hotel ou ficar em casa de amigos. E o processo de aluguer é estranhíssimo, as pessoas que estão na casa e vão sair encarregam-se das visitas, e a agência imobiliária trata do processo. Quando há pessoas interessadas na casa, estas têm de preparar um dossier para entregar na imobiliária e vai ser avaliado. Há tantas pessoas a procurar e tão poucas casas que as agências se dão ao luxo de mandar pessoas embora.

A conclusão é que os primeiros meses são muito duros. Em termos de adaptação, em termos de língua, burocracias e em termos de custos. Estar cá com o dinheiro de Portugal não é nada fácil, mas tudo deve melhorar a partir do momento em que se recebe o primeiro ordenado.

Outras curiosidades que me saltaram a vista são o facto de nas moradas não escrever o andar, nem o apartamento, escreve-se o nome da pessoa e o carteiro procura quando chega. Toda a gente tem Iphone, toda a gente mesmo. A comida é fantástica, ando perdida com os queijos e os chocolates.

1.2.12

Frio

Cheguei à Suíça no meio de uma onda de frio.

O que vale é que as casas são mesmo quentinhas.

30.1.12

1º Dia

Neve.

27.1.12

A Arrumar Malas

Outra vez.

26.1.12

2012

2012 parece ser um ano de mudança. Por isso mesmo, a partir de Fevereiro este blog será escrito a partir da Suíça.

2.11.11

10.10.11

29


30.9.11

Tese

Após muito sofrimento lá fui entregar a tese. Agora encontro-me em modo de descanso.

14.9.11

15.8.11

Tese

Escrever em Agosto custa tanto!

9.8.11

Bomba Relógio

A área de Londres tem cerca de 7.5 milhões de pessoas. Nesta cidade vivem dos super ricos aos super pobres, milhares de pessoas chegam todos os anos em busca de uma vida melhor ou só para terem uma experiência diferente. Quando me mudei para lá em 2007 o dinheiro e o emprego quase que cresciam nas árvores, por consequência, reinava optimismo e felicidade. Em 2008 começou o choque, milhares de pessoas a perder o emprego, o dinheiro evaporou-se do dia para a noite e as pessoas começaram a ficar desesperadas. Como eu, muitos se foram embora, mas muitos outros ficaram. Hoje, passados 3 anos do início da crise, as condições sociais degradaram-se até bater quase no fundo. Corta-se sem pensar na vida de quem tem mais dificuldades. Londres é uma bomba-relógio, bastou um acidente para a raiva se espalhasse a todos aqueles estão fartos de viver infelizes e também aqueles que gostam de vandalizar só porque sim. Vivemos todos num equilíbrio frágil, a maior parte de nós mantém o bom senso e é por isso que conseguimos viver em sociedade. Se o balanço se alterar e a maioria se revoltar a bomba explode e não há quem possa controlar isso.

5.8.11

Fotografia

Os Intas

No outro dia em conversa com uma amiga ela disse-me que nas pessoas da nossa geração há quem esteja neste momento a evoluir para os trintas e há quem esteja a voltar para os quinze. Não podia ser mais em cheio.

Século XXI

Depois de um período em que se ganharam direitos laborais e de qualidade vida assistimos agora, em muitos países, a uma regressão. Diminuem-se ordenados, perdem-se subsídios, perdem-se contratos, perde-se segurança, perde-se o direito a ser ajudado em caso de desemprego, perde-se o direito à saúde, etc, etc. Acho extremamente ofensivo que venham sugerir que as pessoas devem estar a recibos verdes ou com contrato curtos porque isso as faz trabalhar melhor. É repugnante, principalmente porque quem toma este tipo de decisões tem sempre um emprego muito bem pago e cheio de regalias.

4.8.11

Turistas

Nesta altura o Algarve é invadido por turistas. Eu pessoalmente até gosto, porque associo Agosto a estar em casa de férias, com calor. No entanto, para quem vive cá o ano inteiro é complicado. Ver as praias, as ruas, os supermercados e os restaurantes invadidos por pessoas pode dificultar a vida a muita gente. Para mim o maior problema é o facto de todos se lembrarem de vir de carro. Os turistas são bem vindos, mas por favor não estacionem em cima dos passeios e por favor não deixem lixo na praia. Se gostam de chegar a uma praia limpa, deixam-na assim também.

O verão é uma estação fantástica, mas tem de haver respeito pelos locais.

A Escrever A Tese

Nunca, nunca, nunca mais quero voltar para a escola.

26.7.11

18.7.11

Faro

Quem nunca aterrou em Faro não sabe o que perde. É lindo ver o contorno do Algarve inteiro e aterrar quase dentro de água. Maravilhoso.

16.7.11

O Que Não Se Explica

Começou devagar. Entrei na tua vida e deixei que apoderasses da minha. Lembro-me dos primeiros passeios, das sensações, dos medos, das alegrias. Lembro-me de me sentir feliz, de achar que tinha imensa sorte. O que foi bom foi realmente muito bom, cresci e tornei-me uma pessoa melhor. No entanto, o que foi mau, foi mesmo muito mau. As dificuldades foram difíceis de ultrapassar e muitas vezes me perguntei se valia a pena. Olhando para trás posso dizer que sim, valeu tudo a pena. E agora que estou prestes a deixar-te, sinto-me algo triste por não saber se voltarás a fazer parte da minha vida, mas sei que tudo tem o seu tempo e what is meant to be will always find its way. Gostava que soubesses que não sinto ressentimento e aceito perfeitamente que tudo tem o seu fim. Nunca fui tão feliz como contigo, mas também me levaste ao desespero muitas vezes. E no fim, o que fica é a sensação de que uma parte da nossa vida acabou de ficar para trás e que novas coisas virão. Boa sorte, Londres. Adeus.

28.6.11

*

Não consigo achar normal que num dia a temperatura seja 30º com um ar super abafado e no dia a seguir volte a ser 19º.

26.6.11

Verão

Hoje esteve calor!

24.6.11

Self-Fulfilling Prophecy

Como num livro em que o fim já está escrito, há coisas que passam a vida inteira à espera de acontecer.

Um casal tem paixão por pilotar aviões. O casal tem dois filhos, portanto decidem nunca voar juntos no mesmo avião para que no caso de haver uma tragédia, as crianças tenham pelo menos um dos pais vivo.

Os anos passam, eles nunca voaram juntos. Um dia, achando que os filhos já são crescidos, decidem que já podem realizar o sonho de irem no mesmo avião.

o avião descola e passados alguns momentos desaparece no ar. O nevoeiro é apontado como a causa do desastre.

Li esta notícia no jornal no outro dia. Deixou-me a pensar que realmente há demasiadas coincidências na vida. Todas as pequenas e grandes coisas, todas as decisões tomadas levaram aquele casal a entrar naquele avião, naquele dia, aquela hora. E o facto de nunca quererem voar juntos, é como se soubessem que o dia em o fizessem seria o último das vidas deles. E foi mesmo. Tanto esforço e cuidado para tentar evitar a tragédia levou à combinação perfeita para que ela acontecesse.

Assustador.

20.6.11

The Story Of My Life

Tem chovido mais em Junho do que no ano inteiro.

Desde que vim para cá consegui aguentar-me sem guarda-chuva. Por estar farta de molhas, ontem resolvi comprar um guarda chuva lindo.

Hoje de manhã olhei pela janela e pensei que talvez não chovesse, por isso resolvi deixar o guarda-chuva em casa. E realmente esteve o dia inteiro sem chover. 10 minutos antes de eu ter de sair começou a chover imenso e ainda não parou de pingar.

Amanhã vou levá-lo para que o dia possa ficar bom.

"Some years just don´t have summer." Não me consigo lembrar de nada mais deprimente.

15.6.11

Junho

O calendário diz Junho, mas mais parece Inverno.

No Verão custa-me mesmo estar aqui... como Algarvia dói-me não sentir Verão a sério.

11.6.11

Impaciente

Os últimos km de estrada são sempre os que custam mais. Depois de tudo que ficou para trás, falta a força para pegar nos livros por mais 3 meses.

Fica bem fazer mestrados, mas custa imenso.

9.6.11

Já Começo A Ver Essa Tendência

Diz uma amiga minha que os amigos dela no facebook estão cada vez mais novos, que só vê bebés.

8.6.11

It Sucks

Seguir um caminho por achar que é o melhor, apenas para perceber o a alternativa poderia ter sido mais acertada. No entanto, nunca teria percebido se não tivesse escolhido este caminho primeiro.

Pelo Menos 4

Este ano parece que não há casamentos. Mas para compensar estão a nascer uma data de bebés.

7.6.11

*

Junho

E eu continuo a usar roupa de Inverno.

O mestrado está mais perto do fim. Já só falta a tese.

24.5.11

Falta de Prática

Já não suporto o metro.

22.5.11

Sunday

Hoje fui conhecer o Museum of London.

E está um frio que não se pode.

Preguiça...

De escrever.

Hoje à noite decidi apanhar um táxi para casa em vez de ter de apanhar 2 metros e um autocarro. Por causa da porcaria das obras do TFL, a estação de metro ao pé da minha casa está fechada, outra vez.
Não sou uma pessoa muito sociável, não sou extrovertida, nem me considero particularmente simpática para pessoas que não conheço e em conversa de ocasião sou do pior que há. Por essas razões não gosto nada de ir ao cabeleireiro, encontrar vizinhos no elevador, apanhar táxis, ou seja, não gosto de situações em que me sinto na obrigação de falar com a pessoa que está ao pé de mim e que não conheço de lado nenhum. Os minutos passam devagar e a minha mente fica vazia, enquanto luto por pensar em alguma coisa para dizer, qualquer coisa, mas não sai nada, nada de nada. O ar parece que se começa a fechar à minha volta, sinto o silêncio cada vez mais pesado à minha volta.

Espero não ter de andar táxi nos próximos tempos.

4.5.11

Maio

Marca o início dos meses quentes e bons. Maio promete.

Estive em Portugal quase um mês e agora está na hora de voltar para norte.

13.4.11

Os Saquinhos De Plástico

Uma coisa que me faz espécie são os saquinhos de plásticos para os líquidos nos aeroportos.

Em Portugal temos de os comprar, mas em Londres eram de graça. Caixas e caixas cheios de saquinhos de plástico ali para qualquer pessoa levar. E digo eram, porque no outro dia quando cheguei a Stanstead pronta para ir buscar uns quantos eles já lá não estavam. Vi logo que a festa tinha acabado. Fui a uma loja perguntar se os vendiam lá e a senhora indicou-me as máquinas onde os podia comprar e disse que tinham deixado de dar os sacos porque as pessoas abusavam.

Como é óbvio, portuguesa que sou, eu abusava dos saquinhos e adorava, é a triste verdade. Ficava sempre com a sensação de que tinha feito um belo negócio. De todas a vezes que viajava tirava uns 3 ou 4 e guardava em casa, para usar quando voasse de Portugal. E mais, aconselhava todas as pessoas que estivessem comigo a levar uns extra, porque era de graça.

Compreendo que deviam ficar doidos no aeroporto por andarem a fornecer sacos de plástico para os países todos do sul da Europa, à custa dos portugueses, espanhóis, italianos, etc.

E lembrei-me da história da minha amiga espanhola que quando chegou a Londres e viu os jornais que dão no metro queria convencer o namorado australiano a levar um monte deles para casa. E ele perguntava-lhe para que é que ela queria um monte de jornais e ela não sabia, mas queria, porque estavam ali e era de graça.

Está-nos no sangue, não há nada a fazer.

12.4.11

Sunny Days

FMI

O resgate de Portugal - 80 mil milhões de euros.

Onde é que estas bestas estavam com a cabeça? E agora andam a dizer que a culpa é dos outros. Se o Sócrates ganhar as eleições outra vez os portugueses tem apenas o que merecem.

Isto vai correr tão mal.

10.4.11

Stress

Ler as notícias portuguesas sobre o palhaSócrates. Tenho de parar com isto, que me anda a fazer mal.

Como é que é possível um homem ser tão anormal, tão mentiroso, tão convencido e tão iludido?

E como é que é possível que as pessoas do partido comam, calem e ainda elogiem como se não houvesse amanhã? Que grandes palas nos olhos. É assim que a pessoa é suposto comportar-se quando está num partido? É porque neste momento eu até já começo a duvidar que algum deles tenha um mínimo de inteligência. A única conclusão que eu tiro disto é que o Sócrates deve dar uns tachos do ca*****.

Felizmente não sou de partido nenhum e a ver o que tenho visto nem quero ser.

Tanta coisas que eu podia dizer sobre isto, mas o melhor mesmo é ler o 31 da Armada, eles ilustram na perfeição o que se passa.

5.4.11

Tree Of Life


É uma questão de tempo.

28.3.11

The Hours 2

"I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then."