3.6.12

Praia


No lago.

1.6.12

Nome

Na Suíça um filho só pode ter o nome do pai se os pais forem casados. Caso não o sejam, a criança só pode ter o nome da mãe e o pai não direitos nenhuns sobre a criança. Tem de fazer um pedido especial em que reconhece que é o pai, mas fica por aí. E pelos vistos, só há muito pouco tempo é que uma mulher pode escolher não ficar com o nome do marido quando se casa.

24.5.12

Os Suíços

Vivem num mundo surreal (para mim), muitas vezes tenho a sensação de estar dentro de um filme ou numa realidade paralela. Tenho duas colegas suíças da minha idade e quando temos conversas fico sempre com a sensação que realmente sou um alien. Elas nunca conheceram o desemprego e nunca tiveram a sensação de  desespero de saber que por mais que se tente não vamos conseguir uma solução para os nosso problemas financeiros. As duas têm contas poupança e de reforma desde o dia em que começaram a trabalhar, as duas já viajaram pela América do norte e do sul, pela Ásia e pela Austrália e falam disso que como se falassem de dar um salto a Madrid para o fim de semana. No outro dia uma das minhas colegas recebeu um convite para ir a Bali na semana seguinte e comprou o bilhete 3 dias antes da viagem. A outra, todos os anos faz uma grande viagem e costuma tirar 1 ou 2 meses não pagos para estar a vontade com o tempo e ainda poder ter férias quando volta, este ano vai tirar 3 meses para ir para a Tailândia. Nota-se claramente que cá não existe muito a preocupação de não ter emprego no dia seguinte, de não poder pagar a renda e de não ter dinheiro para sobreviver. Eles assumem que a sociedade funciona e vão ter sempre direito a uma vida decente.

Há uns dias o meu patrão disse que tinha visto notícias sobre Portugal e que tinha ficado espantado de perceber que mais de metade dos jovens não tinha trabalho. A minha colega ficou muito admirada e perguntou porque é que em Portugal as pessoas não queriam trabalhar. A ideia de não haver trabalho para tanta gente nem lhe passou pela cabeça. Da mesma forma que em conversa elas criticaram uma amiga filha de pais chilenos que tinha vivido com os pais até aos 25, apesar de já ter emprego. Não faz sentido nesta sociedade ter emprego e ficar em casa, tal como a não existe a ideia de que uma pessoa não ganhe o suficiente para se sustentar.

Muitas vezes oiço estas coisas e acabo por ficar calada, porque há coisas que não se explicam. Se me fossem dizer que há países onde uma pessoa se sente "segura financeiramente" eu nunca ia perceber o conceito verdadeiramente.

12.5.12

Sandálias

Cá, à semelhança de Londres, também acontece um fenómeno que acho interessante. Basta o calendário dizer que é Maio para andar toda a gente com roupa de verão e sandálias, mesmo que esteja a chover e não esteja calor nenhum. É como se as pessoas vestissem de acordo com a agenda e não de acordo com o que se passa lá fora.

Sol

Nunca vou perceber como é possível que um dia esteja o céu completamente limpo e 28 graus e no dia  seguir esteja nublado e a temperatura tenha descido para 18. Não é uma passagem gradual, não há tempo para nos habituarmos, se o sol vem é tentar aproveitar ao máximo. No entanto, não me posso queixar muito, o tempo na Suíça é muito melhor do que na Inglaterra ou na Holanda.


1.5.12

O Francês

Dá-me cabo da cabeça.

21.4.12

Montanhas

Aqui há montanhas por todo o lado, para onde quer que se olhe há sempre algo no horizonte.


A minha colega (suíça) foi passar férias a França e quando voltou disse que tinha adorado estar ao pé do mar, mas nunca conseguiria viver num país sem montanhas. Que achava estranho olhar à volta e ser tudo plano, era como se faltasse qualquer coisa. 

Suponho que todos nós temos algo deste género com o sítio onde crescemos. Para mim continua a ser estranho viver num sítio sem praia, sem mar. O lago é grande e é giro, mas nunca se poderá comparar.

15.4.12

Objecto A Objecto

Uma casa é composta de objectos grandes e de inúmeros detalhes, coisas que nem reparamos que estão lá. Uma grande parte dos meus amigos mudou uma ou duas vezes de casa. Da casa dos pais para a casa(s) onde viveram nos tempos de universidade e posteriormente para uma casa deles. Passaram pelo processo de comprar os bens necessários uma ou duas vezes. Porque mesmo tendo mudado de casa, quando é no mesmo país, é fácil enfiar tudo no carro e transportar para a casa nova. Eu mudei-me em Março para esta casa onde estou agora e todos os dias dou por falta de algo que me esqueci de comprar. No outro dia fiz um prato no forno e apercebi-me que ainda não tenho pegas de cozinha, uns dias depois molhei o chão e lembrei-me que ainda não tenho uma esfregona.
Nos últimos anos já mudei tantas vezes que penso que no total tive de comprar lençóis, toalhas, loiça, talheres, etc pelo menos umas 8 vezes. Já dei muitas coisas, outras pura e simplesmente deitei fora apesar de estarem em óptimo estado, no entanto quando se muda de país não se vai pagar uma fortuna para transportar canecas e edredões. Agora vou enchendo a casa, outra vez.

25.3.12

Há Dias Assim

Lavar A Roupa 2

Após alguma pesquisa descobri na amazon (adoro este site) uma "mini" máquina de lavar roupa. Mandei vir e hoje estive a experimentá-la e tenho de dizer que estou muito contente!

23.3.12

O Lago

Todos os suíços são obcecados com o lago. Ir passear ao pé do lago, ver o lago da varanda, comer ao pé do lago, viver perto do lago.

Eu acho que o lago disfarça bem e tem dias que parece o mar.

18.3.12

Lavar A Roupa

Estou a gostar de viver na Suíça, apesar de ser um país bastante calminho. No entanto, posso dizer que a coisa que mais me enerva neste país é o facto de ser extremamente difícil lavar a roupa. É raro os apartamentos terem máquina de lavar, porque todos os edifícios têm uma sala na cave com 2 máquinas para uso comum do prédio. Como se isto não fosse mau o suficiente, cada apartamento tem um dia e um horário especial para lavar a roupa que tem de ser respeitado. No novo apartamento o horário fantástico que eu tenho é o de segunda-feira das 11h às 16h. Como é óbvio, qualquer pessoa que trabalhe durante as horas normais não tem possibilidade para lavar a roupa. E é esta falta de flexibilidade que me irrita, estar limitada a um horário que não posso utilizar e não ter maneira de o contornar. Se a casa fosse maior e tivesse 2 casas de banho podia tentar falar com o senhorio e propor-lhe tirar o bidé ou um lavatório e instalar uma máquina de lavar roupa, que é o que muita gente acaba por fazer. Entretanto vou pensando numa solução.

14.3.12

Moda

Há uns dias vi um rapaz adolescente, com phones, calças largas e estilo hip hop com uma malinha Louis Vuitton. Ao início pensei que era engano, mas depois de ver uns quantos, perguntei à minha colega e ela confirmou que desde o ano passado essa era a moda cá, especialmente para o "grupo hip hop".

Realmente a moda é algo estranho. Basta de mudar de país para o mesmo fato passar a ser ridículo.

13.3.12

Chez Moi

Após uma longa procura acabei por encontrar casa e mudar-me há uma semana. É pequenota, mas tem uma bela vista do lago. Entretanto vou comprando coisas que já comprei tantas vezes antes, toalhas, lençóis, etc.

29.2.12

29

De Fevereiro! Gosto do dia.

25.2.12

Samedi

Hoje tive a oportunidade de ir passar a manhã a umas piscinas de água quente em Lavey. Posso dizer que adorei. Estar num jacuzzi de água bem quente ao ar livre no Inverno é uma sensação fantástica. Para além das piscinas tinham salas para relaxar, sauna e banho turco. Para quem quer descansar não há nada melhor.

21.2.12

Só Digo Isto

Fondue de queijo.

20.2.12

Língua

A nossa língua materna é uma ferramenta extremamente importante para a nossa vida diária. Pequenas coisas diárias dependem de podermos comunicar com as pessoas, como por exemplo ir ao banco, procurar casa, telefonar. É impressionante como nos sentimos impotentes quando estamos num sítio cuja língua não dominamos. Tudo é antecipado e ensaiado e uma pequena tarefa ganha uma enorme importância. Será que vou perceber quando a pessoa responder? E no fim, quando corre bem, fico com uma enorme sensação de vitória por ter conseguido ir ao banco sozinha ou ter conseguido falar com uma imobiliária por telefone. São as pequenas coisas.

19.2.12

16.2.12

Há Uma Semana Atrás

Back To Life

O tempo tem passado muito depressa, demasiado para fazer, coisas novas para descobrir. Estou aqui há menos de 3 semanas e já me parecem meses.

Queria escrever um pouco sobre o processo de vir para cá trabalhar, embora isto seja apenas a minha percepção e possa haver informação mais correcta noutros locais. No meio da confusão toda o que me parece mais fácil é mesmo conseguir emprego. A Suíça não faz parte da União Europeia, logo para se trabalhar cá é necessário obter um permit de trabalho.

Para obter este permit é necessário ir à comuna do cantão onde se reside com o contrato de trabalho, fotografias tipo passe, cartão do cidadão ou passaporte, cédula pessoal e uma declaração do tribunal com o cadastro. Com estes documentos é quase sempre concedido o permit, que pode demorar até 30 dias a chegar e que custa 90 francos (mas acho que o preço varia). Existem três tipos: o C, o B e o L. O C é melhor, é o que equivale a ser suíço, o B é para contratos de tempo indeterminado e penso que tem uma duração de 5 anos e o L que tem a validade de 6 meses e que não permite fazer muitas das coisas que se podem fazer com os outros 2.

De seguida abri uma conta no banco. Foi muito fácil, basta levar o passaporte, eu levei o contrato de trabalho também, embora ache que não era necessário e já está. Não precisei de depositar dinheiro nenhum, nem de dar prova de morada.

Outra burocracia importante a tratar são os seguros que são obrigatórios. Tive de comprar um seguro de saúde que custa cerca de 250 francos mensais, um seguro de responsabilidade civil (sim, a sério) e um seguro que cobre danos feitos no recheio da casa, que custam cerca de 180 francos por ano.

Dito assim até parece simples e no meu caso até foi porque tenho tido a ajuda preciosa de pessoas fantásticas que me levaram directamente aos sítios certos me ajudaram com o francês. O que me me leva a dizer que o melhor conselho que posso dar a alguém que queira vir para cá é: aprender bem francês.

Eu fiz um curso intensivo na alliance française, mas não foi o suficiente. Quanto mais estudarem em casa, menos dificuldades vão ter por cá. Eu continuo um bocado às aranhas, embora ouvir todos os dias ajude. E fiquem cientes que aqui quase ninguém fala inglês de bom grado. Já tive de falar inglês uma vez ou duas e sinto-me mal sempre que tenho de o fazer.

Posso também dizer que o meu trabalho tem boas condições, o ordenado é certamente atraente, mas os custos de cá viver são consideráveis. É difícil pagar menos de 40 francos num restaurante.

E agora a parte interessante, arranjar casa é um pesadelo. As rendas normalmente ficam por um terço do ordenado, nada mau. Em londres as rendas são muito caras, mas existem milhares de casas, aqui as rendas são acessíveis, mas é preciso ter muita sorte ou uma grande cunha para conseguir alugar uma casa. Para começar, só se pode alugar uma casa com o permit de trabalho (que pode demorar até 30 dias) e a grande maioria das casas exige 3 recibos de ordenado e 3 meses de caução. O que significa que na maior parte dos casos só é possível alugar uma casa no quarto mês, um T1 que custe 1500 francos por mês vai ter investimento inicial de 6000 francos (1ª renda e caução), mais o preço de mobilar a casa. Até lá as opções passam por alugar um quarto, ficar num hotel ou ficar em casa de amigos. E o processo de aluguer é estranhíssimo, as pessoas que estão na casa e vão sair encarregam-se das visitas, e a agência imobiliária trata do processo. Quando há pessoas interessadas na casa, estas têm de preparar um dossier para entregar na imobiliária e vai ser avaliado. Há tantas pessoas a procurar e tão poucas casas que as agências se dão ao luxo de mandar pessoas embora.

A conclusão é que os primeiros meses são muito duros. Em termos de adaptação, em termos de língua, burocracias e em termos de custos. Estar cá com o dinheiro de Portugal não é nada fácil, mas tudo deve melhorar a partir do momento em que se recebe o primeiro ordenado.

Outras curiosidades que me saltaram a vista são o facto de nas moradas não escrever o andar, nem o apartamento, escreve-se o nome da pessoa e o carteiro procura quando chega. Toda a gente tem Iphone, toda a gente mesmo. A comida é fantástica, ando perdida com os queijos e os chocolates.

1.2.12

Frio

Cheguei à Suíça no meio de uma onda de frio.

O que vale é que as casas são mesmo quentinhas.

30.1.12

1º Dia

Neve.

27.1.12

A Arrumar Malas

Outra vez.

26.1.12

2012

2012 parece ser um ano de mudança. Por isso mesmo, a partir de Fevereiro este blog será escrito a partir da Suíça.

2.11.11

10.10.11

29


30.9.11

Tese

Após muito sofrimento lá fui entregar a tese. Agora encontro-me em modo de descanso.

14.9.11

15.8.11

Tese

Escrever em Agosto custa tanto!

9.8.11

Bomba Relógio

A área de Londres tem cerca de 7.5 milhões de pessoas. Nesta cidade vivem dos super ricos aos super pobres, milhares de pessoas chegam todos os anos em busca de uma vida melhor ou só para terem uma experiência diferente. Quando me mudei para lá em 2007 o dinheiro e o emprego quase que cresciam nas árvores, por consequência, reinava optimismo e felicidade. Em 2008 começou o choque, milhares de pessoas a perder o emprego, o dinheiro evaporou-se do dia para a noite e as pessoas começaram a ficar desesperadas. Como eu, muitos se foram embora, mas muitos outros ficaram. Hoje, passados 3 anos do início da crise, as condições sociais degradaram-se até bater quase no fundo. Corta-se sem pensar na vida de quem tem mais dificuldades. Londres é uma bomba-relógio, bastou um acidente para a raiva se espalhasse a todos aqueles estão fartos de viver infelizes e também aqueles que gostam de vandalizar só porque sim. Vivemos todos num equilíbrio frágil, a maior parte de nós mantém o bom senso e é por isso que conseguimos viver em sociedade. Se o balanço se alterar e a maioria se revoltar a bomba explode e não há quem possa controlar isso.

5.8.11

Fotografia

Os Intas

No outro dia em conversa com uma amiga ela disse-me que nas pessoas da nossa geração há quem esteja neste momento a evoluir para os trintas e há quem esteja a voltar para os quinze. Não podia ser mais em cheio.

Século XXI

Depois de um período em que se ganharam direitos laborais e de qualidade vida assistimos agora, em muitos países, a uma regressão. Diminuem-se ordenados, perdem-se subsídios, perdem-se contratos, perde-se segurança, perde-se o direito a ser ajudado em caso de desemprego, perde-se o direito à saúde, etc, etc. Acho extremamente ofensivo que venham sugerir que as pessoas devem estar a recibos verdes ou com contrato curtos porque isso as faz trabalhar melhor. É repugnante, principalmente porque quem toma este tipo de decisões tem sempre um emprego muito bem pago e cheio de regalias.

4.8.11

Turistas

Nesta altura o Algarve é invadido por turistas. Eu pessoalmente até gosto, porque associo Agosto a estar em casa de férias, com calor. No entanto, para quem vive cá o ano inteiro é complicado. Ver as praias, as ruas, os supermercados e os restaurantes invadidos por pessoas pode dificultar a vida a muita gente. Para mim o maior problema é o facto de todos se lembrarem de vir de carro. Os turistas são bem vindos, mas por favor não estacionem em cima dos passeios e por favor não deixem lixo na praia. Se gostam de chegar a uma praia limpa, deixam-na assim também.

O verão é uma estação fantástica, mas tem de haver respeito pelos locais.

A Escrever A Tese

Nunca, nunca, nunca mais quero voltar para a escola.

26.7.11

18.7.11

Faro

Quem nunca aterrou em Faro não sabe o que perde. É lindo ver o contorno do Algarve inteiro e aterrar quase dentro de água. Maravilhoso.

16.7.11

O Que Não Se Explica

Começou devagar. Entrei na tua vida e deixei que apoderasses da minha. Lembro-me dos primeiros passeios, das sensações, dos medos, das alegrias. Lembro-me de me sentir feliz, de achar que tinha imensa sorte. O que foi bom foi realmente muito bom, cresci e tornei-me uma pessoa melhor. No entanto, o que foi mau, foi mesmo muito mau. As dificuldades foram difíceis de ultrapassar e muitas vezes me perguntei se valia a pena. Olhando para trás posso dizer que sim, valeu tudo a pena. E agora que estou prestes a deixar-te, sinto-me algo triste por não saber se voltarás a fazer parte da minha vida, mas sei que tudo tem o seu tempo e what is meant to be will always find its way. Gostava que soubesses que não sinto ressentimento e aceito perfeitamente que tudo tem o seu fim. Nunca fui tão feliz como contigo, mas também me levaste ao desespero muitas vezes. E no fim, o que fica é a sensação de que uma parte da nossa vida acabou de ficar para trás e que novas coisas virão. Boa sorte, Londres. Adeus.

28.6.11

*

Não consigo achar normal que num dia a temperatura seja 30º com um ar super abafado e no dia a seguir volte a ser 19º.

26.6.11

Verão

Hoje esteve calor!

24.6.11

Self-Fulfilling Prophecy

Como num livro em que o fim já está escrito, há coisas que passam a vida inteira à espera de acontecer.

Um casal tem paixão por pilotar aviões. O casal tem dois filhos, portanto decidem nunca voar juntos no mesmo avião para que no caso de haver uma tragédia, as crianças tenham pelo menos um dos pais vivo.

Os anos passam, eles nunca voaram juntos. Um dia, achando que os filhos já são crescidos, decidem que já podem realizar o sonho de irem no mesmo avião.

o avião descola e passados alguns momentos desaparece no ar. O nevoeiro é apontado como a causa do desastre.

Li esta notícia no jornal no outro dia. Deixou-me a pensar que realmente há demasiadas coincidências na vida. Todas as pequenas e grandes coisas, todas as decisões tomadas levaram aquele casal a entrar naquele avião, naquele dia, aquela hora. E o facto de nunca quererem voar juntos, é como se soubessem que o dia em o fizessem seria o último das vidas deles. E foi mesmo. Tanto esforço e cuidado para tentar evitar a tragédia levou à combinação perfeita para que ela acontecesse.

Assustador.

20.6.11

The Story Of My Life

Tem chovido mais em Junho do que no ano inteiro.

Desde que vim para cá consegui aguentar-me sem guarda-chuva. Por estar farta de molhas, ontem resolvi comprar um guarda chuva lindo.

Hoje de manhã olhei pela janela e pensei que talvez não chovesse, por isso resolvi deixar o guarda-chuva em casa. E realmente esteve o dia inteiro sem chover. 10 minutos antes de eu ter de sair começou a chover imenso e ainda não parou de pingar.

Amanhã vou levá-lo para que o dia possa ficar bom.

"Some years just don´t have summer." Não me consigo lembrar de nada mais deprimente.

15.6.11

Junho

O calendário diz Junho, mas mais parece Inverno.

No Verão custa-me mesmo estar aqui... como Algarvia dói-me não sentir Verão a sério.

11.6.11

Impaciente

Os últimos km de estrada são sempre os que custam mais. Depois de tudo que ficou para trás, falta a força para pegar nos livros por mais 3 meses.

Fica bem fazer mestrados, mas custa imenso.

9.6.11

Já Começo A Ver Essa Tendência

Diz uma amiga minha que os amigos dela no facebook estão cada vez mais novos, que só vê bebés.

8.6.11

It Sucks

Seguir um caminho por achar que é o melhor, apenas para perceber o a alternativa poderia ter sido mais acertada. No entanto, nunca teria percebido se não tivesse escolhido este caminho primeiro.

Pelo Menos 4

Este ano parece que não há casamentos. Mas para compensar estão a nascer uma data de bebés.

7.6.11

*

Junho

E eu continuo a usar roupa de Inverno.

O mestrado está mais perto do fim. Já só falta a tese.

24.5.11

Falta de Prática

Já não suporto o metro.

22.5.11

Sunday

Hoje fui conhecer o Museum of London.

E está um frio que não se pode.

Preguiça...

De escrever.

Hoje à noite decidi apanhar um táxi para casa em vez de ter de apanhar 2 metros e um autocarro. Por causa da porcaria das obras do TFL, a estação de metro ao pé da minha casa está fechada, outra vez.
Não sou uma pessoa muito sociável, não sou extrovertida, nem me considero particularmente simpática para pessoas que não conheço e em conversa de ocasião sou do pior que há. Por essas razões não gosto nada de ir ao cabeleireiro, encontrar vizinhos no elevador, apanhar táxis, ou seja, não gosto de situações em que me sinto na obrigação de falar com a pessoa que está ao pé de mim e que não conheço de lado nenhum. Os minutos passam devagar e a minha mente fica vazia, enquanto luto por pensar em alguma coisa para dizer, qualquer coisa, mas não sai nada, nada de nada. O ar parece que se começa a fechar à minha volta, sinto o silêncio cada vez mais pesado à minha volta.

Espero não ter de andar táxi nos próximos tempos.

4.5.11

Maio

Marca o início dos meses quentes e bons. Maio promete.

Estive em Portugal quase um mês e agora está na hora de voltar para norte.

13.4.11

Os Saquinhos De Plástico

Uma coisa que me faz espécie são os saquinhos de plásticos para os líquidos nos aeroportos.

Em Portugal temos de os comprar, mas em Londres eram de graça. Caixas e caixas cheios de saquinhos de plástico ali para qualquer pessoa levar. E digo eram, porque no outro dia quando cheguei a Stanstead pronta para ir buscar uns quantos eles já lá não estavam. Vi logo que a festa tinha acabado. Fui a uma loja perguntar se os vendiam lá e a senhora indicou-me as máquinas onde os podia comprar e disse que tinham deixado de dar os sacos porque as pessoas abusavam.

Como é óbvio, portuguesa que sou, eu abusava dos saquinhos e adorava, é a triste verdade. Ficava sempre com a sensação de que tinha feito um belo negócio. De todas a vezes que viajava tirava uns 3 ou 4 e guardava em casa, para usar quando voasse de Portugal. E mais, aconselhava todas as pessoas que estivessem comigo a levar uns extra, porque era de graça.

Compreendo que deviam ficar doidos no aeroporto por andarem a fornecer sacos de plástico para os países todos do sul da Europa, à custa dos portugueses, espanhóis, italianos, etc.

E lembrei-me da história da minha amiga espanhola que quando chegou a Londres e viu os jornais que dão no metro queria convencer o namorado australiano a levar um monte deles para casa. E ele perguntava-lhe para que é que ela queria um monte de jornais e ela não sabia, mas queria, porque estavam ali e era de graça.

Está-nos no sangue, não há nada a fazer.

12.4.11

Sunny Days

FMI

O resgate de Portugal - 80 mil milhões de euros.

Onde é que estas bestas estavam com a cabeça? E agora andam a dizer que a culpa é dos outros. Se o Sócrates ganhar as eleições outra vez os portugueses tem apenas o que merecem.

Isto vai correr tão mal.

10.4.11

Stress

Ler as notícias portuguesas sobre o palhaSócrates. Tenho de parar com isto, que me anda a fazer mal.

Como é que é possível um homem ser tão anormal, tão mentiroso, tão convencido e tão iludido?

E como é que é possível que as pessoas do partido comam, calem e ainda elogiem como se não houvesse amanhã? Que grandes palas nos olhos. É assim que a pessoa é suposto comportar-se quando está num partido? É porque neste momento eu até já começo a duvidar que algum deles tenha um mínimo de inteligência. A única conclusão que eu tiro disto é que o Sócrates deve dar uns tachos do ca*****.

Felizmente não sou de partido nenhum e a ver o que tenho visto nem quero ser.

Tanta coisas que eu podia dizer sobre isto, mas o melhor mesmo é ler o 31 da Armada, eles ilustram na perfeição o que se passa.

5.4.11

Tree Of Life


É uma questão de tempo.

28.3.11

The Hours 2

"I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then."

Defender Portugal De José Sócrates

"José Sócrates não é um democrata, é um homem com tiques de tiranete. Depois, a par deste nepotismo socialista, todos os dias aparecem notícias que indicam uma enorme incompetência ou um enorme nepotismo na gestão das contas públicas. Um exemplo: nesta altura, logo nesta altura, José Sócrates autorizou autarcas e ministérios a gastar mais por ajuste directo . Que beleza. Que classe."

Eu espero que este palhaço seja finalmente atirado para a rua.

27.3.11

The Hours

"Dear Leonard. To look life in the face, always, to look life in the face and to know it for what it is. At last to know it, to love it for what it is, and then, to put it away. Leonard, always the years between us, always the years. Always the love. Always the hours."

A Single Man

"A few times in my life I've had moments of absolute clarity, when for a few brief seconds the silence drowns out the noise and I can feel rather than think, and things seem so sharp and the world seems so fresh. I can never make these moments last. I cling to them, but like everything, they fade. I have lived my life on these moments. They pull me back to the present, and I realize that everything is exactly the way it was meant to be."

26.3.11

Blue

Protestos

Parece que mundo está a colapsar.

Picadilly está literalmente em pé de guerra.

25.3.11

Algum Dia Tinha De Ser

Hoje quando sai do metro na estação ao pé da minha casa às 23.30 vi um grupo de polícias e paramédicos à volta duma rapariga. Ela estava sozinha, deitada no chão da plataforma, inconsciente e o chão à volta dela estava completamente vomitado.

Não percebo estas mulheres inglesas que bebem até cair para o lado. Londres pode ser uma cidade perigosa. E se ela tivesse ficado inconsciente noutro sítio? Ou se a pessoa que a viu em vez de chamar a polícia tivesse levado a carteira dela ou algo pior? E custa-me a entender que as pessoas que estavam com ela a deixassem ir naquele estado sozinha para casa, a não ser que estivessem todos assim.

A bebida é um problema por aqui e há vários filmes publicitários na televisão a alertar para o excesso de álcool. Este é só um exemplo.

24.3.11

Aí Dentro

A Emma é uma australiana que vive em Portugal e que descreve a situação do país de uma forma muito interessante.

"Rant over. Goodbye Socrates. Never has there been a Prime Minister so cute or with a more appropriate name. I only pray there’s a Plato to follow you."

19.3.11

The Last

Não é fácil escrever sobre este sítio de modo que lhe seja feita justiça. Londres é uma cidade onde se conhecem as pessoas mais fantásticas e diferentes que se pode imaginar, onde temos o privilégio de partilhar os dias com amigos que realmente entram no nosso coração de forma muito mais rápida e intensa do que algum dia poderia acontecer em Portugal. A contrapartida é que estas pessoas entram na nossa vida apenas temporariamente, muitos de nós estamos de passagem, meses, anos, não importa, o que importa é que muitos poucos vivem cá a vida inteira. E a magia é quando os nossos temporários coincidem e temos o privilégio de tocar ao de leve partes do mundo que desconhecíamos, quando passamos a tarde a chorar e a rir com pessoas de 4 continentes diferentes e sentimos todos que temos uma ligação. E é assim que vejo este sítio, como o sítio onde todos paramos, crescemos, choramos, aprendemos sobre o amor, sobre a amizade e principalmente aprendemos que crescer na mesma cidade ou falar a mesma língua não significa absolutamente nada, que a verdadeira ligação vai muito para além disso e que só acontece quando as almas certas se encontram. E é assim que o nosso coração se vai espalhando pelo mundo.

Hoje foi o último dia de aulas do mestrado e as pessoas começam já a preparar a viagem de volta para os respectivos países. Estas pessoas que têm estado de forma tão intensa na minha vida vão, muito em breve, partir para casa e eu começo a antecipar o vazio e pergunto-me onde é a minha casa e porque é que não estou a planear a minha viagem para lá?

13.3.11

Um Bom Artigo

"Portugal protests: Revolt of the Generations
12.03.2011

The precarious situation in which the Portuguese youth finds itself - studying hard for years to what end? - and then in many cases working not as a full-time, fully-integrated employee but either part-time or working as a temporary or external worker, means people are unable to formulate plans for buying a car, getting credit for a house and starting a family. They are unable to start a life."

12.3.11

12 de Março

Hoje estive em Londres, mas gostava de ter estado em Lisboa. Também sou uma dessas pessoas que está à rasca e daí eu estar em Londres.

Quando sai de Portugal a primeira vez, sai porque não queria ter as condições de trabalho que os meus colegas me descreviam, mas sai também pela aventura. Nunca tive realmente vontade de trabalhar em Portugal, porque nunca vi um futuro com dignidade. Quando perdi o emprego devido à crise e tive de voltar para Portugal experimentei, pela primeira vez, o que é ser precário, estar a falsos recibos verdes, ter patrões que enganavam, mentiam, exploravam e exigiam muito mais do que tinham direito. Saía de casa às 8 e chegava a casa às 20, dias de doença, feriados e férias não eram pagos e o ordenado só era recebido quando as pessoas os começavam a ameaçar de não irem mais. Como se isso não bastasse, tudo o que lá se passava era ilegal, software, falsos recibos verdes, documentos falsificados, etc, etc. E ainda olhavam para mim como se eu tivesse de lhes agradecer por ter a oportunidade de passar os meus dias inteiros ali. O dinheiro dava para comer e para gasolina.  Tomei a decisão de me despedir, porque começava a perder o respeito por mim própria. Depois disso não voltei a encontrar emprego e ao fim de alguns meses desisti, porque já estava a planear o mestrado.

No entanto, eu queria ficar em Portugal. Voltar a Londres custou-me, mas sei que foi a melhor decisão que podia ter tomado, porque não havia nada para mim em Portugal.

Que esta manifestação seja a primeira de muitas.

Londres

Nunca deixa de me surpreender a quantidade de pessoas que anda na rua numa sexta à noite.

11.3.11

Sexta-Feira

Adoro quando chego a casa à Sexta-feira e sei que tenho dois dias de descanso pela frente. É a minha altura preferida da semana.

7.3.11

Adorei, Adorei, Adorei

4

O último módulo de aulas começou hoje. No dia 18 terei a última aula deste mestrado. Depois há muito trabalhinho pela frente, mas as aulas acabam e com elas a sensação de estar presa a algo.

Be Different

13.2.11

6.2.11

Gingerbread Person

Ao que parece é sexista chamar ao biscoito Gingerbread Man, por isso houve uma proposta por parte de um concelho para mudar o nome para Gingerbread Person nos menus das escolas.

A maioria dos pais achou esta medida ridícula e o concelho voltou atrás.

Este é apenas um dos exemplos do politicamente correcto levado ao extremo neste país. Mas não deixa de ser engraçado ver o assuntos que os políticos andam a discutir por aqui.

3.2.11

Ano Do Coelho

Quando vivemos numa cidade cheia de asiáticos é difícil não estar a par da celebração do Ano Novo Chinês. Hoje fui pela primeira vez a uma festa chinesa, onde havia karaoke e muitos jogos tradicionais.

Este ano é o ano lunar do Coelho.

2.2.11

A Propósito De Nada

Já muitas vezes ouvi ou li a frase "ele/a é que era o amor da minha vida". Esta ideia irrita-me profundamente. Todos nós a certa altura temos o coração partido, suponho que a grande maioria já sentiu a alma ser estraçalhada por alguém que amava. E quando digo isto, estou a falar de casos em que a pessoa do nada nos deixa ou trai, não estou a incluir situações em nós fazemos algo cruel e a pessoa se vai embora em função disso. Não, estou a falar de pessoas por quem nos apaixonamos perdidamente e por quem fazemos tudo. No entanto, daí a dizer que o amor da vida já se perdeu é das coisas mais idiotas que se pode pensar. A expressão "amor da minha vida" só pode ser usada no presente. "Esta pessoa é o amor da minha vida", porque assim que se diz "esta pessoa era o amor da minha vida" já a frase não faz sentido. Se a pessoa fosse, efectivamente, o "amor da vida" ainda lá estava, se já não está, se foi embora de livre vontade, é porque não é nem nunca o foi. E claro que este pensamento não faz doer menos, mas eu tenho a convicção que a existir "o amor da vida", ele fica.

31.1.11

Julho

Na rua está frio, mas dentro das salas de aula da universidade é Julho. É que fica tão quente que às vezes até me falta o ar.

24.1.11

Black Swan

Desde o primeiro minuto do filme que senti desconforto. Todo o desespero e paranóia que ela sentiu eu também senti. O drama vai crescendo lentamente mas firmemente ate se instalar completamente. O filme acabou e durante quase uma hora não consegui sair daquele estado. Não são todos os filmes que conseguem este feito, por isso recomendo que se veja, mas não num dia em que se esteja deprimido.

21.1.11

Escrever

Anda difícil. Ai anda, anda.



I live in this country now..

14.1.11

2011

O mês de Janeiro é um dos mais deprimentes, mas felizmente este já vai quase a meio e não tem sido nada mau. O Inverno está a ser bem quentinho, na minha opinião.

30.12.10

10 Anos

Pensar que amanhã à noite já vai ser 2011 é assustador. O tempo passa cada vez mais depressa.
Há 10 anos tinha 18 anos e estava na universidade. Agora tenho 28 e estou na universidade. Será que o tempo passa mesmo de forma cíclica?
Nos últimos 10 anos vivi em Lisboa, na Holanda, no Algarve, em Londres, no Algarve, em Lisboa, no Algarve e em Londres. Andei em duas escolas, tive três namorados, tive três empregos, vivi em três países. Tive o cabelo até à cintura e o cabelo pelas orelhas, pintei-o de vermelho e de preto. Fui a Itália, fui ao Egipto, fui a França, fui à Holanda, fui à Alemanha, fui à Noruega, fui à Irlanda, fui à Bolívia, fui ao Peru, fui a Espanha, fui a Malta.
Fui ao cinema milhares de vezes e li centenas de livros. Fui à praia praticamente os verões inteiros, sai com amigos, ri, chorei. Fiz grandes e amigos e mantive os mais importantes da adolescência.
Hoje estou aqui a pensar que nos últimos 10 anos muitas coisas mudaram e muitas foram instáveis, mas as que  foram e são constantes são as mais importantes. A família e os amigos. Para os meus queridos amigos que vão ler isto, quer estejam no Algarve, Lisboa, Londres ou noutro sítio qualquer, Feliz 2011! Que os nossos dias e noites sejam cada vez melhores.

17.12.10

Neve

Nos últimos dias tem nevado! Está frio, mas sente-se no que é Natal.

14.12.10

Dezembro

Dezembro é o mês que passa mais depressa. Começou ontem e hoje já vai a meio. Acontecem imensas coisas diariamente, mas nem sempre tenho tempo ou vontade para escrever. Os principais eventos do momento são o trabalho que tenho para fazer até dia 10 e a procura de casa. Ora, quem já procurou casa em Londres ou teve muita sorte ou sabe o terror que é. Tudo é caríssimo, e pelo menos 50% das casas que se encontram são literalmente nojentas. E para piorar o cenário ser estudante não ajuda em nada, ninguém quer uma pessoa que não tenha emprego e não importam as condições,  a conta bancária, a idade que se tem, nada de nada. Na procura de casa há 2 tipo de pessoas, as que têm emprego e as que não têm emprego. É o interessante desta cidade, tudo pode piorar. E o que neste momento mais pesa na minha cabeça é saber que janeiro se aproxima a passos largos e que muito possivelmente vou estar, outra vez, numa situação em que não tenho casa. Honestamente há poucas sensações tão desesperantes como não ter um sítio para onde ir ao fim do dia. Há alturas que odeio esta cidade. Hoje é uma delas. E custa tentar concentrar-me no trabalho quando há tanto drama à mistura.

Bolas, nunca mais chega o dia de ir para Portugal.

9.12.10

30.11.10

Neve

Andam por ai muitos relatos de neve e frio.

Eu continuo presa em Malta, no entanto estão 20 graus todos os dias.

25.11.10

Módulo 2

O módulo 2 em Malta está a dar cabo de mim. Aulas todos os dias das 9 às 6, seguidos de estudo para o dia seguinte, seguidos de reuniões de grupo que deixariam qualquer um doido. Turismo = 0.

24.11.10

Viver Fora

A Luna sabe o que diz. Já pensei em escrever sobre isto, mas desta vez vou pedir as palavras emprestadas.

"Começar do zero

Poucas pessoas sabem o que é começar do zero. Chegar a um aeroporto do outro lado do mundo, apenas com duas malas, e ir até um hostel onde se ficará alojado até se arranjar algo permanente. Depois começa a busca, as visitas às casas, a comparação de preços, o estudar das áreas, até se encontrar algo de que se goste e se possa pagar. Alugar uma casa, chamar um táxi para nos levar mais as malas, receber a chave, deixar a bagagem na casa completamente vazia, e imediatamente seguir até ao rent-a-car, ou melhor, carrinha. Pegar nela e ir até ao IKEA para comprar o mínimo indispensável para se poder dormir em casa nesse dia, porque nem um colchão existe. Depois é construir uma casa aos poucos, que se irá vender por um terço do que se pagou, uns meses depois, a pessoas que chegam e têm uma casa pronta à espera, que não sabem o que é o chegar sem nada, o trabalho que dá, e ainda regateiam preços depois de lá viverem à borla durante três semanas. E mudar de país e fazer tudo de novo. Voltar a uma situação temporária, voltar a arranjar casa, voltar a ter de comprar o mínimo indispensável, porque nos temos de mudar já, e não é possível esperar pela situação ideal. E mudar outra vez.
Sempre que falo com amigos que adiam a mudança porque ainda não têm cortinas, ou outras coisas secundárias, demorando-se em casa dos pais, penso sempre que a necessidade realmente faz o engenho, e que ter apoio, o conforto de não precisar, nos faz  preguiçosos, acomodados, inactivos. Nunca precisaram de se mudar para uma casa num dia por não ter outro lado onde dormir. E olho para mim antes e depois de sair de Portugal, e noto uma diferença enorme. Toda a gente devia ter de sair da zona de conforto e ter de se desenrascar, pelo menos uma vez na vida. Torna-nos muito mais activos. E independentes. E eficientes. E capazes. Basta precisarmos."

17.11.10

E O Que Tem De Ser

Os dias passam a correr e eu não saio de casa desde domingo. Ler e escrever, ler e escrever tem sido a minha rotina diária.

E assim que entregar a essay faço as malas e rumo a Malta 2 semanas para o segundo módulo do mestrado.

Caramba, mal posso esperar pelo Natal.

15.11.10

I Am A Rocket Man

Como É Que Fazem Isto?

Afinal não são só as uvas, as tangerinas também não têm caroços.

13.11.10

O Que É Que Se Passa Com O Raio Das Pessoas?

Não gostam de ler livros, mas andam com a porcaria dos Kindles e dos Ipads no metro. E o que mais me enerva é que aquela porcaria imita as páginas dos livros.

Impressive

90 por cento das pessoas nesta universidade usam Macs.

11.11.10

Perder Tempo

Tenho de estudar e estou na biblioteca a olhar para a chuva.

8.11.10

Ler, ler e ler

                                                                                                                                      Getty Image


Sei que não tenho escrito muito, mas ando em self study mode.

1.11.10

Do Fundo Do Armário

Muito antigamente (2003, 2004, quem sabe?) eu costumava escrever e por razões parvas acabei por apagar tudo, no entanto houve uns quantos textos que sobreviveram, graças a um amigo meu que se lembrou de os guardar. Recebi isto por email hoje e fiquei espantada comigo mesma, porque na altura eu tinha realmente paciência para escrever. Este é um dos meus preferidos.

Perfeição suprema, que só existe na imaginação

Vamos andar de barco, vamos conhecer o alentejo, vamos visitar o gerês e as praias do sul de espanha. Quero andar de comboio contigo, quero andar de autocarro, quero deitar a minha cabeça no teu colo e olhar para ti enquanto me contas os teus planos, os teus sonhos, as tuas ideias mais ousadas e aventureiras. Vamos perder-nos durante 3 dias numa aldeia escondida e não vamos telefonar a ninguém. Vamos estar só os dois e as máquinas fotográficas e os lápis e os blocos de papel. Vamos criar arte, vamos ser a arte um do outro. Vamos fazer planos para o futuro e pensar no presente, vamos passear pelo campo dourado pelo sol e deitar os telemoveis fora. Vou escrever-te bilhetes e esconder-tos na mochila, nas calças, no casaco. Vou comprar-te um livro e escrever uma dedicatória enquando cozinhas um dos teus pratos para mim. Sempre achei terrivelmente querida a ideia de ter alguém a cozinhar para mim por puro prazer. Vamos procurar poesia e frases bonitas e dedicar um ao outro, vamos passar noites a olhar para o céu à procura de estrelas cadentes, vamos para a praia à noite e tomar banho só com luz da lua. Vou pintar o teu retrato a pastel de óleo, com roxos e azuis e verdes pelo meio. Vais dizer-me que sou bonita, porque sabes que gosto de ouvir, apesar de não acreditar. Vou gravar a tua voz na minha memória enquanto sussurras ao meu ouvido. Vou ouvir vezes sem conta a música que me lembra de ti e esperar que também te lembres de mim quando a ouves. Vamos sair de carro por ai e conhecer sítios escondidos do algarve e sítios que conhecemos tão bem, vamos passear pelas cidades, pelas ruas, pelos bairros e vamo-nos sentar ao pé do rio a conversar. Vamos comer ao indiano, vamos comer ao italiano, vamos comer ao chinês, vamos comer ao nepalês, vamos comer a ferragudo. Vamos passear pela baixa de mão dada, de braço dado, de corações dados. Vamos ouvir concertos diferentes, de bandas que gostamos e de bandas que não conhecemos. Vamos escrever cartas um ao outro e envia-las pelo correio, com selo e tudo para ser mais a sério. Vamos sonhar e ter saudades. Vou ver-te a dormir, vou observar-te e vou gravar tudo. Vamo-nos levantar às 7 da manhã para passear e aproveitar o dia. Vamos comer um gelado de chocolate ou de iogurt. E eu vou acordar.