26.2.17
2.9.16
27.8.16
16.8.16
11.7.16
#64
Brexit. Quando voltei para Londres no início do ano sabia que o referendo ia acontecer em Junho, mas a verdade é que nunca acreditei que fosse possível que o Reino Unido fosse realmente sair da União Europeia. Eu adoro a União Europeia, acho que não existe projecto mais ambicioso e rico do que a união de tantos países diferentes que juntos tentam construir uma sociedade livre, de paz e intercâmbio de culturas. Não duvido por um segundo que estamos melhor hoje do que estávamos há 30 anos atrás quando era cada um por si. Como é obvio, erros foram cometidos e nem sempre tudo correu pelo melhor, mas se pensarmos na quantidade de pessoas a falar línguas diferentes que se juntam numa sala e lutam por se entenderem para fazer algo melhor acho podemos apreciar o esforço magnânimo que tem sido feito. Mas o que me entristece mesmo muito é ver no que a campanha para este referendo transformou este país. Eu vivi em Londres antes e sempre adorei a sociedade multi cultural onde tudo é possível, onde as pessoas são vistas pelo valor que têm e não pelo sítio de onde são. Nesta cidade fiz amizades que tem muito valor para mim, conheci pessoas de Espanha, de Itália, França, Bolívia, Singapura, Índia, Chile, Malásia, China, África do Sul, Noruega e de tantos outros sítios e sempre me espantou perceber como podemos ter tanto em comum com pessoas que não partilham as mesmas referencias que eu. Este referendo dividiu o país ao meio e criou uma racha que dificilmente vai ser corrigida, deu voz e encorajou as pessoas que acham que tudo o que corre mal é por culta dos estrangeiros, seja os que estão cá,sejam os que estão em Bruxelas. Criou a ideia que todos se aproveitam do Reino Unido, que o país é controlado pelos vilões que roubam o dinheiro que devia ficar cá. Este referendo ajudou a que se propagassem mentiras e desinformação, e o mais triste é pensar que independentemente do resulta o trabalho dos partidos de extrema direita já tinha sido feito. Londres que eu conheci há uns anos atrás não era motivada pelo ódio contra estrangeiros, mas hoje há quem pense que o resultado de sair da União Europeia justifica que se possam tratar mal as pessoas de outros países que cá vivem. Antes nunca pensava que podia ser alvo de ódio das pessoas de cá, mas a verdade é que desde que passou o referendo que já tive 3 situações em que senti que estava a ser maltratada por ser estrangeira, nada de muito grave, mas o suficiente para não me sentir bem vinda aqui. Hoje em dia penso constantemente que tenho de ter cuidado e não foi para isto que eu vim viver para cá. Não foi para este país que vim viver.
Mononoke
2
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11.6.16
#63
O que me agrada em viver nesta cidade é a diversidade de eventos que acontecem. Hoje foi o dia da naked bike ride no centro de Londres. E o que é giro é ver que as pessoas aderem e levam a sério, sejam qual forem as regras.
Mononoke
3
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30.5.16
#62
As casas aqui são do pior. Rendas estupidamente altas por casas minúsculas.a casa que aluguei tem 10 anos, mas desde que cá cheguei tenho tido problemas como se a casa tivesse 100. Desde a casa sujíssima, aquecedor estragado, caldeira estragada, problemas de bolor, etc, etc. A lista não tem fim. É tão insuportável que às vezes só me apetece fugir e não voltar.
Mononoke
2
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#61
Já me tinha esquecido que aqui há tantas possibilidades todos os dias. Tantas que às vezes me sinto mal de não aproveitar mais, mas a vida numa cidade grande é mais cansativa e os melhores eventos costumam ser quase sempre pagos.
Mononoke
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3.4.16
#60
British weather is the best. Not.
Mononoke
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16.3.16
#59
Voltar a Londres após tantos anos foi estranho, como voltar a uma casa que já foi minha e agora já não me pertence. Familiar e estranho ao mesmo tempo, a verdade é que eu também mudei. Custou sair da minha zona de conforto outra vez, mesmo não estando bem onde estava. Mas agora que já entrei nesta rotina outra vez sei que foi uma boa decisão.
Mononoke
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29.2.16
14.2.16
#57
Claro que nada é definitivo, mas como é que se deixa um sítio sabendo que à partida é para sempre? As ruas onde passamos todos os dias, as paisagens que já nem vemos, porque estão sempre lá. Como é que se desmantela a casa que foi construída do nada? Os móveis, os lençóis, os talheres, as lembranças das viagens, tudo vendido ou dado, porque este capítulo chegou ao fim. Vario entre a excitação de algo novo que está para vir e entre estes momentos de pensar que única coisa com que podemos contar é que nada dura para sempre. Mesmo se ir embora é a melhor opção, não quer dizer que o processo não traga dúvidas.
Mononoke
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7.2.16
#56
2016 está a ser um ano de mudança. Após 4 anos na Suíça comecei a tratar de tudo para me ir embora e recomeçar outra vez noutro sítio. O curioso foi aperceber-me do quão difícil está a ser partir, qual síndrome de Estocolmo. Nunca escondi que não gostava de cá estar, mas a verdade é que 4 anos é muito tempo e a bem ou a mal esta tem sido a minha casa. Quando comecei a pensar em ir embora a minha primeira reacção foi pânico, depois da decisão tomada ainda me questionava se valeria a pena passar pela horrível confusão que é mudar de país em tão pouco tempo. E este sentimento durou até ao momento que fui ao controlo dos habitantes dar a minha data de saída do país. Assim que isso ficou feito comecei a sentir-me livre e se não fosse o stress de ter de me livrar de tudo o que tenho dentro de casa, acho que ainda me sentiria mais livre. Portanto é isto, nas próximas semanas tenho muita papelada para tratar, muita coisa para arrumar e muita mobília para dar ou vender. Mal posso esperar que esta fase passe para poder acalmar um pouco. É desta, adeus Suíça.
Mononoke
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30.12.15
#55
Todos os anos quando venho passar o natal a Portugal passo um frio desgraçado em casa. Entrar e sair do banho é uma tortura, sair da cama e vestir ou simplesmente estar em casa sempre a tremer. E este ano é o primeiro que me lembro de não ter frio em casa em dezembro, para além disso nem tenho usado casaco de inverno na rua.
Mononoke
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17.10.15
#54
Eu sei que isto é conversa de velha, mas quando eu penso que nos anos 90 ninguém tinha telemóveis e a internet era algo raro e misterioso e que esta manhã a revisora do comboio usou uma máquina para digitalizar o bilhete de comboio que comprei com telemóvel pela internet, fico extremamente ansiosa por ver como serão as coisas daqui a 20 anos.
Mononoke
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11.10.15
#53
Querer ir ao cinema ver qualquer coisa e não haver uma única versão em inglês de filme nenhum. Nada.
Mononoke
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10.10.15
6.10.15
#51
O pão em Portugal é maravilhoso. A quantidade e a qualidade são incríveis e o que mais me impressionou este verão foi que o pão podia-se comer 2 e 3 dias depois de ser comprado. Já me tinha esquecido que tal coisa era possível, porque aqui o pão só está bom no dia em que se compra, no dia a seguir parece pedra.
Mononoke
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20.9.15
#50
Este verão pude passar mais tempo em Portugal, foram 6 semanas de casa o que me permitiu fazer tudo com mais calma e voltar a ambientar-me a Portugal. Foi bom não andar a correr e sentir-me mal por não conseguir fazer tudo o queria. No entanto, o tempo nunca chega, nunca é suficiente. E voltar para a suíça custou-me ainda mais do que é normal. Há dias que sinto que não pertenço a lugar nenhum e isso assusta-me.
Mononoke
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