26.7.11
18.7.11
Faro
Quem nunca aterrou em Faro não sabe o que perde. É lindo ver o contorno do Algarve inteiro e aterrar quase dentro de água. Maravilhoso.
Mononoke
1 graus para oeste
16.7.11
O Que Não Se Explica
Começou devagar. Entrei na tua vida e deixei que apoderasses da minha. Lembro-me dos primeiros passeios, das sensações, dos medos, das alegrias. Lembro-me de me sentir feliz, de achar que tinha imensa sorte. O que foi bom foi realmente muito bom, cresci e tornei-me uma pessoa melhor. No entanto, o que foi mau, foi mesmo muito mau. As dificuldades foram difíceis de ultrapassar e muitas vezes me perguntei se valia a pena. Olhando para trás posso dizer que sim, valeu tudo a pena. E agora que estou prestes a deixar-te, sinto-me algo triste por não saber se voltarás a fazer parte da minha vida, mas sei que tudo tem o seu tempo e what is meant to be will always find its way. Gostava que soubesses que não sinto ressentimento e aceito perfeitamente que tudo tem o seu fim. Nunca fui tão feliz como contigo, mas também me levaste ao desespero muitas vezes. E no fim, o que fica é a sensação de que uma parte da nossa vida acabou de ficar para trás e que novas coisas virão. Boa sorte, Londres. Adeus.
Mononoke
3
graus para oeste
28.6.11
*
Não consigo achar normal que num dia a temperatura seja 30º com um ar super abafado e no dia a seguir volte a ser 19º.
Mononoke
0
graus para oeste
26.6.11
24.6.11
Self-Fulfilling Prophecy
Como num livro em que o fim já está escrito, há coisas que passam a vida inteira à espera de acontecer.
Um casal tem paixão por pilotar aviões. O casal tem dois filhos, portanto decidem nunca voar juntos no mesmo avião para que no caso de haver uma tragédia, as crianças tenham pelo menos um dos pais vivo.
Os anos passam, eles nunca voaram juntos. Um dia, achando que os filhos já são crescidos, decidem que já podem realizar o sonho de irem no mesmo avião.
o avião descola e passados alguns momentos desaparece no ar. O nevoeiro é apontado como a causa do desastre.
Li esta notícia no jornal no outro dia. Deixou-me a pensar que realmente há demasiadas coincidências na vida. Todas as pequenas e grandes coisas, todas as decisões tomadas levaram aquele casal a entrar naquele avião, naquele dia, aquela hora. E o facto de nunca quererem voar juntos, é como se soubessem que o dia em o fizessem seria o último das vidas deles. E foi mesmo. Tanto esforço e cuidado para tentar evitar a tragédia levou à combinação perfeita para que ela acontecesse.
Assustador.
Mononoke
2
graus para oeste
20.6.11
The Story Of My Life
Tem chovido mais em Junho do que no ano inteiro.
Desde que vim para cá consegui aguentar-me sem guarda-chuva. Por estar farta de molhas, ontem resolvi comprar um guarda chuva lindo.
Hoje de manhã olhei pela janela e pensei que talvez não chovesse, por isso resolvi deixar o guarda-chuva em casa. E realmente esteve o dia inteiro sem chover. 10 minutos antes de eu ter de sair começou a chover imenso e ainda não parou de pingar.
Amanhã vou levá-lo para que o dia possa ficar bom.
"Some years just don´t have summer." Não me consigo lembrar de nada mais deprimente.
Mononoke
2
graus para oeste
15.6.11
Junho
O calendário diz Junho, mas mais parece Inverno.
No Verão custa-me mesmo estar aqui... como Algarvia dói-me não sentir Verão a sério.
Mononoke
1 graus para oeste
11.6.11
Impaciente
Os últimos km de estrada são sempre os que custam mais. Depois de tudo que ficou para trás, falta a força para pegar nos livros por mais 3 meses.
Fica bem fazer mestrados, mas custa imenso.
Mononoke
0
graus para oeste
9.6.11
Já Começo A Ver Essa Tendência
Diz uma amiga minha que os amigos dela no facebook estão cada vez mais novos, que só vê bebés.
Mononoke
0
graus para oeste
8.6.11
It Sucks
Seguir um caminho por achar que é o melhor, apenas para perceber o a alternativa poderia ter sido mais acertada. No entanto, nunca teria percebido se não tivesse escolhido este caminho primeiro.
Mononoke
0
graus para oeste
Pelo Menos 4
Este ano parece que não há casamentos. Mas para compensar estão a nascer uma data de bebés.
Mononoke
0
graus para oeste
7.6.11
Junho
E eu continuo a usar roupa de Inverno.
O mestrado está mais perto do fim. Já só falta a tese.
Mononoke
1 graus para oeste
24.5.11
22.5.11
Sunday
Hoje fui conhecer o Museum of London.
E está um frio que não se pode.
Mononoke
2
graus para oeste
Preguiça...
De escrever.
Hoje à noite decidi apanhar um táxi para casa em vez de ter de apanhar 2 metros e um autocarro. Por causa da porcaria das obras do TFL, a estação de metro ao pé da minha casa está fechada, outra vez.
Não sou uma pessoa muito sociável, não sou extrovertida, nem me considero particularmente simpática para pessoas que não conheço e em conversa de ocasião sou do pior que há. Por essas razões não gosto nada de ir ao cabeleireiro, encontrar vizinhos no elevador, apanhar táxis, ou seja, não gosto de situações em que me sinto na obrigação de falar com a pessoa que está ao pé de mim e que não conheço de lado nenhum. Os minutos passam devagar e a minha mente fica vazia, enquanto luto por pensar em alguma coisa para dizer, qualquer coisa, mas não sai nada, nada de nada. O ar parece que se começa a fechar à minha volta, sinto o silêncio cada vez mais pesado à minha volta.
Espero não ter de andar táxi nos próximos tempos.
Mononoke
0
graus para oeste
4.5.11
Maio
Marca o início dos meses quentes e bons. Maio promete.
Estive em Portugal quase um mês e agora está na hora de voltar para norte.
Mononoke
0
graus para oeste
13.4.11
Os Saquinhos De Plástico
Uma coisa que me faz espécie são os saquinhos de plásticos para os líquidos nos aeroportos.
Em Portugal temos de os comprar, mas em Londres eram de graça. Caixas e caixas cheios de saquinhos de plástico ali para qualquer pessoa levar. E digo eram, porque no outro dia quando cheguei a Stanstead pronta para ir buscar uns quantos eles já lá não estavam. Vi logo que a festa tinha acabado. Fui a uma loja perguntar se os vendiam lá e a senhora indicou-me as máquinas onde os podia comprar e disse que tinham deixado de dar os sacos porque as pessoas abusavam.
Como é óbvio, portuguesa que sou, eu abusava dos saquinhos e adorava, é a triste verdade. Ficava sempre com a sensação de que tinha feito um belo negócio. De todas a vezes que viajava tirava uns 3 ou 4 e guardava em casa, para usar quando voasse de Portugal. E mais, aconselhava todas as pessoas que estivessem comigo a levar uns extra, porque era de graça.
Compreendo que deviam ficar doidos no aeroporto por andarem a fornecer sacos de plástico para os países todos do sul da Europa, à custa dos portugueses, espanhóis, italianos, etc.
E lembrei-me da história da minha amiga espanhola que quando chegou a Londres e viu os jornais que dão no metro queria convencer o namorado australiano a levar um monte deles para casa. E ele perguntava-lhe para que é que ela queria um monte de jornais e ela não sabia, mas queria, porque estavam ali e era de graça.
Está-nos no sangue, não há nada a fazer.
Mononoke
5
graus para oeste
