Cinema
E ele falou durante o filme inteiro e eu não me apeteceu arrancar-lhe a cabeça à dentada.
E ele falou durante o filme inteiro e eu não me apeteceu arrancar-lhe a cabeça à dentada.
Mononoke
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"The cosmic forces of inspiration are now at your disposal. Trust the foresight and vision you now have."
Quit my job, quit my job, quit my job.
Mononoke
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Ah-ham, ah-ham.
Ainda não me pagaram. Dia 6 and counting.
Se calhar é por isso que são 9.20 e eu ainda estou em casa a tomar o pequeno almoço bem devagar, depois admiram-se que as pessoas lixem de alto para o trabalho...porque será, porque será?
Mononoke
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Dear Architects, I am sick of your shit.
Annie Choi
(An Open Letter)
"Once, a long time ago in the days of yore, I had a friend who was studying architecture to become, presumably, an architect.
This friend introduced me to other friends, who were also studying architecture. Then these friends had other friends who were architects - real architects doing real architecture like designing luxury condos that look a lot like glass dildos. And these real architects knew other real architects and now the only people I know are architects. And they all design glass dildos that I will never work or live in and serve only to obstruct my view of New Jersey.
Do not get me wrong, architects. I like you as a person. I think you are nice, smell good most of the time. and I like your glasses. You have crazy hair, and If you are lucky, most of it is on your head.
But I do not care about architecture. It is true. This is what I do care about:
• burritos
• hedgehog
• coffee
As you can see, architecture is not on the list. I believe that architecture falls somewhere between toenail fungus and invasive colonoscopy in the list of things that Interest me. Perhaps if you didn't talk about it so much, I would be more interested when you point to a glass cylinder and say proudly, hey my office designed that. I giggle and say it looks like a bong. You turn your head in disgust and shame. You think, obviously she does not understand. What does she know? She is just a writer. She is no architect. She respects vowels, not glass cocks. And then you say now I am designing a lifestyle center, and I ask what is that, and you say it is a place that offers goods and services and retail opportunities and I say you mean like a mall and you say no. It is a lifestyle center. I say it sounds like a mall. I am from the Valley, bitch. I know malls.
Architects, I will not lie, you confuse me. You work sixty, eighty hours a week and yet you are always poor. Why aren't you buying me a drink? Where is your bounty of riches? Maybe you spent it on merlot. Maybe you spent it on hookers and blow. I cannot be sure. It is a mystery. I will leave that to the scientists to figure out.
Architects love to discuss how much sleep they have gotten. One will say how he was at the studio until five in the morning, only to return again two hours later. Then another will say, oh that is nothing, I haven't slept in a week. And then another will say, guess what, I have never slept ever. My dear architects, the measure of how hard you've worked and how much you've accomplished is not related to the number of hours you have not slept. Have you heard of Rem Koolhaas? He is a famous architect. I know this because you tell me he IS a famous architect. I hear that Rem Koolhaas is always sleeping. He is, I presume, sleeping right now. And I hear he gets shit done. And I also hear that in a stunning move, he is making a building that looks not like a glass cock, but like a concrete vagina. When you sleep more, you get vagina. You can all take a lesson
from Rem Koolhaas.
Life is hard for me, please understand. Architects are an important part of my existence. They call me at eleven at night and say they just got off of work, am I hungry? listen, it is practically midnight. I ate hours ago. So long ago that, in fact, I am hungry again. So yes, I will go. Then I will go and there will be other architects talking about AutoCAD shortcuts and something about electric panels and can you believe that is all I did today, what a drag I look around the table at the poor, tired, and hungry, and think to myself, I have but only one bullet left in the gun. Who will I choose?
I have a friend who is a doctor. He gives me drugs. I enjoy them. I have a friend who is a lawyer. He helped me sue my landlord. My architect friends have given me nothing. No drugs, no medical advice, and they don't know how to spell
subpoena. One architect friend figured out that my apartment was one hundred and eighty seven square feet. That was nice. Thanks for that.
I suppose one could ask what someone like me brings to architects like your selves. I bring cheer. I yell at architects when they start talking about architecture. I force them to discuss far more interesting topics, like turkey eggs. Why do we eat chicken eggs, but not turkey eggs? They are bigger. And people really like turkey. See? I am not afraid to ask the tough questions.
So, dear architects, I will stick around, for only a little while. I hope that one day some of you will become doctors and lawyers or will figure out my taxes. And we will laugh at the days when you spent the entire evening talking about some European you've never met who designed a building you will never see because you are too busy working on something that will never get built. But even if that day doesn't arrive, give me a call anyway, I am free.
Yours truly, Annie Choi"
Annie Choi is a writer living In a 187 square foot apartment In York City.
Mononoke
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DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO! DETESTO O MEU EMPREGO!
Há rumores de que o patrão foi hoje fazer as transferências de ordenado, mas até eu ver que a minha conta já não está a zeros não acredito
Mononoke
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Tchan tchan tchan tchan...
Ainda não me pagaram.
So é pena que eu ande à beira de ter um esgotamento nervoso cada vez que se aproxima o fim do mês, fora isso, está-se bem.
Mononoke
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Começou da melhor forma, foi provavelmente a melhor passagem de ano que tive até à data.
Fui jantar com amigos na casa deles e estava tudo 5 estrelas, depois foi dançar a noite inteira. Quando cheguei a casa já era de dia.
Feliz 2010!
Mononoke
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Só mais um, porque eu não resisto.
Os meus coleguinhas disseram-me várias coisas muito interessantes. A) Que aquele é seguramente o pior sítio onde já trabalharam; b) Que é melhor eu ir procurando outra coisa; c) Viram o site do atelier onde eu trabalhava antes e perguntaram-me o que raio estava eu ali a fazer.
Óbvio que não recebi ainda, nem eu nem ninguém. E para além disso achei rídiculo ter ido ao escritório hoje, estivemos lá 2 horas e depois fomos embora, ninguém fez porcaria nenhuma e perdemos a manhã inteira.
Mononoke
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Eu sabia que ter escrito o balanço do ano ontem poderia ser um bocadinho cedo. E hoje cheguei ao carro e tinha o pneu furado.
Só me apetecia chorar, mas como não havia tempo fui obrigada a fazer algo que tinha jurado não fazer e fui a pé até ao metro para iniciar o longo percurso até ao trabalho de transportes públicos, resultado 1.30h de caminho. Mau, mau, mau.
Felizmente graças à ajuda dos meus grandes amigos já tenho o pneu em condições.
Eu não queria nem por nada vir trabalhar esta semana e quando vi que tinha o pneu furado não pode deixar de pensar se esta não tinha sido a maneira do universo me dizer que eu não devia cá estar e não devia fazer aquele caminho.
2 days to go.
Não acredito que tenho de trabalhar dia 31... treta. Não quero passar a passagem de ano em Lisboa.
Mononoke
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O último ano desta década está mesmo a chegar ao fim. Uau, 2010, parece um futuro tão distante e no entanto, aqui está ele a bater-nos à porta.
2009 foi um ano mau, não há como dar a volta a isto. Começou com a crise e com a crise acaba.
Foi um ano de muita insegurança a nível profissional, vi muitos dos meus amigos perderem o emprego, vivi todo o drama das redundâncias, do não saber se ia ter emprego no mês a seguir. Escapei à primeira fase, escapei à segunda fase, mas não escapei à terceira. Fiz a viagem mais longa da minha vida até hoje, fui à Bolívia, conheci uma realidade completamente diferente e quando voltei fui chamada para a reunião com os directores.
Maio foi o meu último mês de trabalho em Londres. Junho fiquei em casa, procurei emprego, mas como as desgraças vem aos pares a minha relação de 4 anos acabou e tive de tomar a decisão de deixar a minha casa e deixar Londres. Julho foi o mês em que regressei ao Algarve, paguei um bilhete de avião e o correspondente a outro bilhete pelo excesso de bagagem, mais as 3 malas e duas caixas que mandei com uma transportadora. Foi um mês muito duro, a viver com o meu (ex)namorado e a preparar-me para deixar a vida que tinha sido tão difícil construir, numa cidade que eu adorava e não queria deixar por nada.
Agosto correu de forma mais suave, muita praia e uma viagem maravilhosa à Itália com as minhas amigas serviu para descansar e levantar a moral, não há nada como o verão.
Setembro passou depressa, entre a praia e os amigos.
Em Outubro recomecei a procura de emprego, mandei centenas de currículos para Londres, Paris, Bruxelas, Genéva, Estocolmo, Copenhaga, Oslo, Bergen. Fui a duas entrevistas uma em Londres e outra em Bergen, na Noruega e não consegui nenhuma das posições.
Em Novembro comecei a procurar emprego no Algarve, mandei vários cvs, mas não é fácil, a maior parte dos ateliers não tem site e eu sempre procurei pela internet. Mandei 3 ou 4 emails para ateliers em Lisboa e chamaram-me para o emprego que tenho agora. Mudei-me para Lisboa, embora fosse a última coisa que me apetecia fazer.
Em Dezembro houve feriados, dias de doença, o natal e uma grande desilusão de saber que tenho de voltar ao trabalho amanhã.
Passei 6 meses em Londres e 6 meses em Portugal, tive momentos bons, como em todos os anos, mas sempre com uma preocupação atrás da orelha, perder o emprego, arranjar emprego. Viajei, sorri, sofri, perdi amigos, reforcei amizades, fiz muita praia, descobri emoções diferentes, cresci, fiz 27 anos e nos últimos meses comecei realmente a sentir-me adulta.
Este ano está mesmo no fim, felizmente. 2010 tem mais potencial para ser um ano melhor, eu pelo menos espero que o seja para mim e para todos.
Mononoke
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Saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos, saldos.
Mononoke
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Se há alguém que ainda não tenha visto o Avatar?
E se há, quando é que querem ir?
Mononoke
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Está-me a incomodar mesmo muito que me digam repetidamente que tenho muita sorte em ter emprego. Isto só me mostra mesmo como os portugueses tem uma atitude conformista e aceitam qualquer porcaria que lhes dão.
Vamos ver os factos, eu tenho um emprego a 25 km de lisboa, tenho de guiar e levar com trânsito todos os dias, eu não gosto de viver em lisboa, estou a falsos recibos verdes, ganho uma porcaria, não tenho dias de férias, não tenho dias de doença, quando estive doente ouvi bocas, onde não me pagam a horas e ainda por cima tenho de ser eu a pedir, onde não há água, se eu quiser levo se não quiser morro de sede, mas há café em fartura (não bebo café), o papel para desenhar escasseia, fumam lá dentro e no outro dia o patrão disse a duas pessoas que já lá trabalham há imenso tempo que lhes quer diminuir o ordenado porque gasta muito com eles, mas compraram uma máquina toda xpto que lê as impressões digitais para registar o número de horas que fazemos e ainda por cima vou ter de ir trabalhar estes dias entre o natal e o ano novo.
Agora digam-me que eu tenho muita sorte. Por favor, eu não sou parva, ter um emprego é melhor do que não ter emprego, ok, mas que eu saiba ter um bom emprego é melhor do que ter um emprego de merda. Por isso não me venham dizer que eu tenho muita sorte. Muita sorte teria eu se tivesse um emprego onde houvesse condições, onde ganhasse bem e a horas, onde tivesse um contrato, com férias, dias de doença, aumentos anuais, subsídio de férias, progressão de carreira. Isso sim seria bom e ai eu seria a primeira a dizer que tinha muita sorte. Eu não tenho muita sorte, eu estou um passo a acima de ter muito azar.
E preocupa-me ouvir as pessoas dizerem-me que é assim mesmo e "ao menos tens um emprego". Não vamos por ai, há muitos empregos que ninguém quer ter, podemos também dizer a todas as pessoas que lavam sanitas que tem muita sorte em ter um emprego. Este país nunca vai sair da cepa trota enquanto toda a gente achar que por ter um emprego sem condições está muito melhor do que aqueles que não o tem. Isto não é bom, é apenas contentarmo-nos com o menos mau. Felizmente para mim que saí de Portugal e sei que é possível sermos arquitectos em sítios em condições, que há países onde há mais respeito pelos trabalhadores e que é aceitável dizer que um emprego não é bom o suficiente.
Mononoke
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O Tom Hanks parece que usa uma peruca no filme Anjos e Demónios.
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Se sou obrigada a viver em Portugal, quero viver no Algarve.
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Como diria o Nuno Lopes, em 2 palavras: im pressionante.
O meu hóroscopo para hoje:
"Repeat the phrase, "patience is a virtue" as many times as you need to today! Use your own common sense and do not rely on anyone for help. If you really are that unfulfilled with your job or any other aspect of your life, start looking now for other options that will better meet your needs."
Mononoke
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Levanto-me, visto-me, como, saio de casa. Entro no carro, ligo o rádio e começo o caminho que me leva ao escritório. A minha cabeça está vazia. Estaciono sempre na mesma rua e ando 5 minutos até ao escritório. Ponho o dedo na máquina que controla a hora da entrada e sento-me ao computador. Olho para o relógio, passam 5 minutos e olho outra vez. Na hora de almoço faço os 5 minutos que me separam do pingo doce. Volto, almoço e sento-me ao computador. Espero pelas 6.30, passo o dedo e vou-me embora. Passo na portagem, apanho trânsito. O rádio toca, mas a minha mente está vazia. Chego a casa e é hora de jantar.
Casa, carro, trabalho, carro, trânsito, casa.
Anseio pela altura em que me deito e posso deixar de me esforçar. Dormir é o ponto alto do meu dia.
E repito a mesma rotina todos os dias. Assim tem sido e assim será.
Sei o que sou. Sou um zombie que vegeta e que se arrasta dia após dia, enquanto a minha alma vai desaparecendo na auto estrada.
Mononoke
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Pedido para ter a próxima semana de férias, NEGAGO.
Odeio trabalhar em Portugal e odeio a mentalidadezinha de certas pessoas de cá.
Mononoke
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Nos últimos 3 anos o Natal teve um significado diferente para mim. Natal significava vir a Portugal, ter 2 semanas de férias, ver a família, ver os amigos, comer a comidinha portuguesa.
Este ano não estou a conseguir a apreciar nada disto. Amanhã ainda tenho de ir trabalhar e no dia 24 tenho de ir de manhã para o Algarve. Não tive tempo para nada, acho odioso estar a trabalhar no dia 23, mas acho ainda mais odioso que o escritório não feche na semana entre o Natal e o Ano Novo.
Mononoke
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A má é que o Inverno começa hoje, logo é o dia mais pequeno do ano.
Mononoke
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A Dakota Fanning aparece no Lua Nova. A miúda tem 15 anos e já tem mais horas no grande e pequeno ecrãn do que muitos veteranos da profissão.
Mononoke
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Ontem passei a tardinha inteira no colombo a comprar prendas. Por isso posso afirmar que neste momento já detesto o Natal.
O desespero de não ter ainda nada no dia 19 levou-me a ter fazer algo que eu nunca pensei fazer (ir ao colombo a menos de duas semanas do dia 24) e tendo em conta que este ano acabei por fazer imensas coisas que nunca pensei/quis, se calhar devia ir procurar cigarros e acabar 2009 em grande.
Mononoke
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Há por aí muitas mulheres a falar sobre como é bom estar nos braços dos namorados. Eu vou passar a escrever sobre como é bom estar coladinha ao meu aquecedor.
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Saber, em conversas com amigas e amigos, que não só há homens que não tem pavor ao compromisso, como até há alguns que querem casar.
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Era bom adormecer agora e acordar no fim de Abril. Ainda nem começou e já não suporto o inverno.
A minha casa é gelada, o escritório é gelado, o carro é gelado.
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Prendas - 0
Vontade - 0
Ideias para as prendas - 0
Conta - não muito longe do 0
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É como eu me sinto, estupidamente miserável.
Estou doente pela segunda vez em duas semanas. Odeio estar presa em Lisboa contra vontade, já vivi aqui 6 anos e sei que a minha vida aqui não tem mais nada a dar.
Parte-me o coração ler blogs de pessoas que estão Londres, parte-me o coração pensar que já sai de lá há 5 meses e que cada dia estou mais distante.
Estou tão desanimada que ainda não fiz uma única compra de natal, não sinto espírito natalício, não me sinto animada como nos anos anteriores. A única coisa pela qual eu realmente anseio é não ter de ir trabalhar no dia 24 e tentar não por lá os pés até dia 4.
E ter ido no último fim de semana a Londres não me ajudou, porque eu tenho-me esforçado por estar bem aqui, por aproveitar a vida e não ser negativa, mas basta-me ir lá para perceber como isto é tão errado e aquilo é tão certo para mim.
Estou completamente perdida.
Mononoke
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Este fim de semana comprei 3 pares de sapatos para mim. Não comprei prendas para ninguém ainda e cada vez tenho menos vontade.
Mononoke
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No fim de semana passado estive doente, senti-me realmente muito mal e na segunda feira não fui trabalhar porque não conseguia comer. Terça feira foi feriado, por isso foram 4 dias sem trabalhar.
E eu posso estar a ser realmente muito paranóica, mas ia jurar que na quarta feira quando fui trabalhar, o chefe que foi sempre muito simpático, foi um bocado antipático. O que é que me leva a pensar que ele ficou aborrecido por eu ter faltado por estar doente? Simples, tê-lo já ouvido a reclamar sobre 2 colegas meus que faltaram por estarem doentes, dizendo coisas como "estes gajos estão sempre doentes, não pode ser".
O que é que me dá mais raiva nisto tudo? É que quando eu não vou não sou paga, não tenho dias de doença e não tenho férias, logo eu diria que tirar dias falsos de doença vai contra os interesses de qualquer pessoa a recibos verdes. No entanto, apesar disto tudo não só uma pessoa já se sente doente, como ainda tem de levar com bocas e mau ambiente quando volta ao escritório. Que anedota. Só os trabalhadores é que têm responsabilidades, os patrões é só exigências. É que depois nem pagar a tempo e horas conseguem.
Admiram-se as pessoas que neste país se produza pouco e haja pouca eficiência. Realmente não vejo objectivo nenhum neste momento. Progressão de carreira 0, reconhecimento 0, aumento de ordenado 0, segurança no trabalho 0, férias 0, subsídios 0.
Quando é que os patrões neste país vão perceber que se tratarem os trabalhadores bem eles vão trabalhar com muito mais vontade? Em vez disso é só chupar, chupar, chupar e dizer coisas como "está muito difícil lá fora, é melhor este trabalho que nenhum".
Cada dia me sinto mais desmotivada.
Mononoke
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Em Londres sinto-me sempre viva, em Lisboa sinto sempre que me estou a perder.
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Depois de um fim de semana lixado olhar para o espelho e aperceber-me que já tenho 27 anos. E sim, eu sei que não sou velha e bla bla, mas senti-me naquele instante como alguém que se vê com a cor errada de cabelo. Caramba, o liceu já foi há 10 anos.
Não sei se gosto da vida que tenho ou se me estou a conformar e a acomodar. E isto incomoda-me, porque não foi um caminho que escolhi. Sinto que estou a perder a coragem para fazer coisas que já fiz e que antes estava ansiosa por fazer.
Não sei.
Mononoke
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Digam o que disseram... esta mulher tem um corpo fantastico
Mononoke
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E hoje aconteceu-me outra história linda para juntar à colecção.
Na segunda feira fui à junta de freguesia fazer uma cópia autenticada do meu certificado de habilitações. Quando cheguei a casa ao fim do dia tinha uma mensagem no telefone de casa, da junta a dizer que se tinham esquecido de por o selo branco na minha folha autenticada e que tinha de voltar lá. Fiquei logo fula, pior que estragada.
Então hoje de manhã levantei-me mais cedo e fui à m***a da junta outra vez. Esperei uns bons 15 minutos, nada mau dirão alguns, chega a minha vez vou falar com a senhora e ela diz-me que afinal tinha sido um engano, que a folha autenticada não precisa de selo branco.
Fiquei com vontade de dizer car*****as, mas não fui capaz, é nestas alturas que eu gostava de ser mal educada.
Mononoke
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E ainda ninguém recebeu o ordenado.
Hoje todas as pessoas foram passando pelo gabinete do chefe e para lhe pedir para ele pagar os ordenados e ele respondeu sempre "sim, sim, vou tratar disso esta noite", depois ao fim do dia começou a dizer que vai fazer as transferências amanhã de manhã.
Eu realmente até estive a pensar, mas vale a pena a pena eu estar chateada? É que com a porcaria de ordenado que vou receber...
Não se admite, acho vergonhoso. E o pior é que todos os meus colegas lá foram pedir, eu também pedi, mas sempre com um ar de muita naturalidade, ninguém parecia verdadeiramente aborrecido. Até hoje nunca tinha tido de pedir a ninguém para me pagar, o dinheiro sempre caiu na conta no dia certo. Realmente em portugal vive-se mal.
A situação chegou ao ponto de um rapaz dizer ao chefe que ele vai ter de levantar parte do dinheiro e lho dar na mão, porque ele tem de pagar uma conta amanhã sem falta.
Estou mesmo muito pouco impressionada com o "sistema português", mal posso esperar por me pirar daqui outra vez e ter um trabalho a sério. Isto parece um anedota, mas sem piada nenhuma.
Cada dia tenho mais motivação para ir trabalhar. Not.
Mononoke
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Ah... que maravilha.
Pena, pena é o patrão ter ido de férias e não ter pago o ordenado a ninguém.
Portugal é um espectáculo.
Mononoke
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É deixar de nos esforçarmos por gostar de pessoas que na realidade não gostam de nós como deviam.
Mononoke
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No meu trabalho as pessoas estão divididas por equipas e as equipas estão divididas por salas, na minha equipa somos 3, eu e dois rapazes. Eles estudaram juntos na universidade, por isso já se conhecem há imenso tempo, são amigos e dão-se muito bem, eu trabalho diariamente com eles por isso eles já me tratam como um dos rapazes, ou seja dizem tudo o que lhes vem à cabeça. O que me tem permitido ouvir imensos comentários sobre as namoradas deles, as relações, os amigos, as coisas que os amigos dizem e fazem quando as namoradas estão e não estão presentes. E depois dizem-me "Estás a ver? Os homens são assim".
E se a minha fé nos homens e nas relações já não andava no seu melhor, depois de os ver ao vivo no seu habitat e sem truques, sinto cada vez mais que isto vai ser como encontrar uma agulha no palheiro, às escuras, bêbada e de mãos atadas.
Mononoke
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Em Londres fiquei super fã de fazer as compras do super mercado online. Há dois dias resolvi que ia experimentar fazer o mesmo cá e fui à pagina do continente e criei um perfil. A página não é das melhores, mas funciona bastante bem.
É maravilhosa a sensação de não perder horas no super mercados, nas filas e carregar com as compras. Se puder não volto a por os pés num hiper mercado.
Mononoke
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Ver que as botas da camper que eu gosto custam 210 euros em portugal e 160 libras em londres e lembrar-me que lá ganhava o dobro do que ganho aqui.
Mononoke
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Irritam-me profundamente as pessoas que vão a programas para mudar a sua imagem e depois se recusam a cortar o cabelo.
Mononoke
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Este blog anda uma seca que não se pode.
Resumo, vim para lisboa, fui à entrevista e consegui o emprego. Estupidamente eu já sabia que o ia conseguir apenas porque não o queria. O que me leva a pensar que esta semana quando jogar o euromilhões vou estar convicta que não quero ganhar dinheiro nenhum.
Mas já comecei a trabalhar há duas semanas e está a correr bem. É a primeira vez que trabalho em portugal e apesar de estar a gostar de estar no escritório, gostar das pessoas e até do que estou a fazer não posso deixar de me sentir desiludida com a maneiro como as coisas são levadas aqui. Para começar, contrato nem pensar, porque "o estado exerce muita pressão sobre nós se te dermos um contrato", depois o horário flexível faz com que as pessoas cheguem entre as 8.30 e as 12.00. Sim há mesmo pessoas que chegam as 11 todos os dias. E é aquela sensação de não se ter segurança, não haver regras, de achar que as coisas vão sendo inventadas à medida que são precisas. E eu que sempre disse que não aceitaria este tipo de condições vejo-me a engolir tudo o que disse.
Para além disso tenho tentado aproveitar ao máximo para ir ao cinema, concertos, jantares, saídas. Talvez por as minhas expectativas estarem tão em baixo até estou a gostar de cá estar outra vez, embora deteste ter de guiar para todo o lado a toda a hora.
Mononoke
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Ha uns dias mostraram-me um texto muito engracado e com o qual me consigo identificar.
"Better the broken Windows than life with the Mac monks
CHARLIE BROOKER
November 3, 2009
Using Windows is like living in a communist bloc nation circa 1981. And don't change it.
I admit it: I'm a bigot. A hopeless bigot at that: I know my particular prejudice is absurd, but I just can't control it. It's Apple. I don't like Apple products. And the better-designed and more ubiquitous they become, the more I dislike them. I blame the customers. Awful people. Awful. Stop showing me your iPhone. Stop stroking your Macbook. Stop telling me to get one.
Seriously, stop it. I don't care if Mac stuff is better. I don't care if Mac stuff is cool. I don't care if every Mac product comes equipped with a magic button on the side that causes it to piddle gold coins and resurrect the dead and make holographic unicorns dance inside your head. I'm not buying one, so shut up and go home. Go back to your house. I know, you've got an iHouse. The walls are brushed aluminum. There's a glowing Apple logo on the roof. And you love it there. You absolute monster.
Of course, it's safe to assume Mac products are indeed as brilliant as their owners make out. Why else would they spend so much time trying to convert non-believers? They're not getting paid. They simply want to spread their happiness, like religious crusaders.
Consequently, nothing pleases them more than watching a PC owner struggle with a slab of non-Mac machinery. Recently I sat in a room trying to write something on a Sony Vaio PC laptop which seemed to be running a special slow-motion edition of Windows Vista specifically designed to infuriate human beings as much as possible. Trying to get it to do anything was like issuing instructions to a depressed employee over a sluggish satellite feed. When I clicked on an application it spent a small eternity contemplating the philosophical implications of opening it, begrudgingly complying with my request several months later. I called it a bastard and worse. At one point I punched a table.
This drew the attention of two nearby Mac owners. They hovered over and stood beside me, like placid monks.
"Ah: the delights of Vista," said one.
"It really is time you got a Mac," said the other.
"They're just better," sang the first monk.
"You won't regret it," whispered the second.
Leave me alone, I thought. I don't care if you're right. I just want you to die.
I know Windows is awful. Everyone knows Windows is awful. Windows is like the faint smell of piss in a subway: it's there, and there's nothing you can do about it. It's grim, it's slow, everything's badly designed and nothing works properly: using Windows is like living in a communist bloc nation circa 1981. And I wouldn't change it for the world, because I'm an abject bloody idiot and I hate myself, and this is what I deserve: to be sentenced to Windows for life.
That's why Windows works for me. But I'd never recommend it to anybody else, ever. This puts me in line with roughly everybody else in the world. No one has ever earnestly turned to a fellow human being and said, "Hey, have you considered Windows?"
Until now. Microsoft, hell-bent on tackling the conspicuous lack of word-of-mouth recommendation, is encouraging people — real people — to host "Windows 7 launch parties" to celebrate the release of, er, Windows 7.
To assist the party-hosting massive, they've uploaded a series of spectacularly cringeworthy videos to YouTube, in which the four most desperate actors in the world stand around in a kitchen sharing tips on how best to indoctrinate guests in the wonder of Windows. If they were staring straight down the lens reading hints off a card it might be acceptable; instead, they have been instructed to pretend to be friends. The result is the most nauseating display of artificial camaraderie since the horrific Doritos "Friendchips" TV campaign (which caused 50,000 people to kill themselves in 2003, or should have done).
It's so terrible, it induces an entirely new emotion: a blend of vertigo, disgust, anger and embarrassment that I like to call "shitasmia". It not only creates this emotion: it defines it. It's the most shitasmic cultural artefact in history. Watch it for yourself.
Still, bad though it is, I vaguely prefer the clumping, clueless, uncool, crappiness of Microsoft's bland Stepford gang to the creepy assurance of the average Mac evangelist. At least the grinning dildos in the Windows video are fictional, whereas eerie replicant Mac monks really are everywhere, standing over your shoulder in their charcoal pullovers, smirking at your hopelessly inferior OS, knowing they're better than you because they use Mac OS X v10.6 Snow Leopard. I don't care if you're right.
I just want you to die."
Mononoke
3
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O Algarve é o sítio que mais amo no mundo. Não acredito que haja um sítio melhor para se estar, sinto um amor imenso por aquelas praias e pela ligação ao mar. Reconheço que falta muita coisa, cultura, escolas especializadas, serviços, lojas, etc, mas quem vive lá já se habituou.
Londres esta no meu coração, em Londres sinto-me em casa, mesmo sendo um país estrangeiro. Anseio por voltar a ter uma vida lá, porque foi a primeira vez em muitos anos que me senti feliz. E apesar de muitas e muitas horas difíceis, sinto que é como se me conseguisse descobrir lá.
Perdi o emprego há cinco meses, vi-me forçada a voltar há quatro, recomecei há procura de emprego há dois.
Esta semana decidi vir passar uns dias a Lisboa, porque tenho cá casa para ficar, queria ver amigos e mudar de ares. Procurar emprego é tão cansativo e desesperante às vezes. Eu vou ser sincera, após ter vivido aqui seis anos eu tenho uma grande certeza, não gosto minimamente de viver em Lisboa. É uma cidade muito bonita para se visitar, sou a primeira a dizer isso, mas eu odeio a vida que se tem aqui. Ontem quando cheguei à ponte fiquei presa na 2a circular durante uma hora, era exactamente o que me apetecia depois de 3 horas a guiar.
Eu começo a chegar à ponte e começo a sentir-me desconfortável, não há razão para isso, mas não consigo explicar. Eu nunca fui feliz aqui, aliás fui até bastante infeliz, para dizer a verdade, mas só me apercebi verdadeiramente disso quando fui para Londres. Eu detesto a vidinha de ter de ir de carro para todo o lado, acho insuportável. Se pudesse só andava de metro, mas ainda há muitas zonas onde é difícil ir de metro e os autocarros são péssimos, nunca mais quero ter de entrar num.
Conclusão, eu não quero voltar a viver em Lisboa.
Na minha ansiedade de procurar emprego, tenho mandado currículos para todo o lado, Algarve, Londres, Paris, Dinamarca, Noruega, Suécia e mandei uns 3 para Lisboa. Ontem chamaram-me para ir a uma entrevista nos arredores de Lisboa. E claro que eu fiquei contente e posso nem conseguir o emprego, mas ao mesmo tempo não consigo deixar de pensar que raio de universo doente é este que me tira da cidade onde eu realmente quero viver e era feliz e de repente me chama para uma entrevista num dos sítios onde eu já fui mais infeliz.
Mononoke
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Gosto dos Homens da luta e fiquei um bocado chocada por ver hoje na televisão que foram levados pela polícia momentos depois destas imagens.
Portugal vai por um lindo caminho, vai.
Mononoke
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A prova de que este país é realmente demasiado pequeno é a polémica à volta do livro do Saramago. Uma pessoa já não pode dar a sua opinião sem que lhe caia tudo em cima. Nem sei porque é que ele se dá ao trabalho de responder, devia era ignorar e quem queria ler lia, quem não queria não lia.
Mononoke
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Vou só ali dar um salto à Noruega e a Londres esta semana.
Devia estar a arrumar a mala e em vez disso estou a escrever posts.
Mononoke
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Passei o fim de semana em Londres e foi difícil perceber o quanto eu sinto falta daquela vida, da cidade, dos amigos. Senti-me como se estivesse em casa, mas sem casa para onde ir.
Enquanto lá estive aproveitei para ir ver esta exposição na Royal Academy. O bilhete custa 12 libras e é provavelmente um bocado caro para a a quantidade de obras que se vê, no entanto acho que só para ver aquele monstro de cera vermelha a deslizar pelas galerias vale muito a pena.
Mononoke
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Estou a ler The World According to Clarkson Vol. 3 e alguns dos textos dele têm imensa piada. O que eu gostei mais até agora foi este, que é muito muito bom.
How to blow up a dead seal
Jeremy Clarkson
"Last weekend the Sunday Times Home section devoted a lot of space to moving to the seaside and living for the rest of your life in a chunky polo neck sweater and yellow wellies. It all looked terribly idyllic.
But I have a cottage by the coast and let me tell you there are certain aspects of life by the sea that you might not have considered: like, for instance, what you are supposed to do when an 8ft seal comes to the beach outside your house and dies.
No, I didn’t club it. And nor had it become entangled in the £40 worth of fishing equipment that I lose in the oggin every evening. Global warming? Perhaps, but contrary to the teachings of Rolf Harris there is another, more common way for seals to die. It’s called old age.
Whatever, it was dead and despite a limited knowledge about these things I knew that I had maybe two days before it would start to smell pretty bad.
“Push it into sea,” said one local. A fine plan I’m sure, but such was the weight of the thing I think it would have been easier to push the sea onto the seal. God it was heavy.
And worse, while trying to manhandle it through the shallows, its eyes fell out.
So now I’m standing up to my shins in water that’s being stained a sort of pungent reddy brown, and all around small fish and crabs are fighting one another to eat the eyes. This is something David Attenborough doesn’t show.
The gruesome, cruel, revolting side of nature.
I’m not ashamed to admit that after only a very short while I was prodigiously sick. And then the crabs start to eat that.
Happily I recently bought a special eight-wheel-drive vehicle for just such an emergency, so I reversed this on to the beach with a view to pulling the seal above the high-water mark. Carefully I tied a rope to its flippers, and promptly pulled them off.
Say what you like about seals, that they’re cute and so on, but I can assure you they are incredibly badly made. The slightest tug or nudge causes bits of them to come away.
Anyway, after much revving and many arguments with my wife about what sort of knot would be best, we finally had the beast on dry land. But then what? Momentarily I considered towing it to a nearby beauty spot where people were camping illegally. A rotting seal with no eyes or feet would soon clear them away. “No,” said another passing local, “you should turn it into a coat.”
This raises an interesting point. You might think you’re prepared for a life by the sea. You can probably paint, and arrange flowers, and make jam from kelp, but can you skin a seal? I’m willing to bet you can’t. And neither can I, so I decided to burn it.
Of course, I’ve watched Ray Mears many times and I know that it’s easy to light a fire with nothing but patience and some dry wood. But this is the Isle of Man and I’d like to see him find some dry wood here. It all falls into two categories: damp or sodden.
I collected as much of it as I could, along with half a ton of litter that’s always easy to find on a beach, and made what would pass for a Viking funeral pyre . . . and then went to the garage to buy a couple of gallons of diesel.
Not since the wreckers were operating round these parts has the Isle of Man seen such an enormous blaze. All day it spat and crackled and I went to bed that night pleased that I’d found an appropriate and dignified way for the seal to be dealt with.
But it didn’t work. The seal emerged with nothing more than a lightly singed coat.
So I built an even bigger fire. This one was going to make the conflagration in Hemel Hempstead look like the pilot light in your boiler. I bought diesel, petrol, meths, engine oil, kindling and even a light sprinkling of gunpowder. Then I lit a match and knew immediately I’d overdone it. The pile didn’t catch fire. It exploded.
The savagery was incredible. It looked like Beirut out there. Nothing within 50 yards was as it had been. Except the seal. It remained in one piece, only now it had a small gash in its stomach through which its intestines were poking. These smelt terrible.
I therefore rented, for the not inconsiderable sum of £175 a day, a bulldozer so that I could dig a grave for the lightly singed, mildly split corpse. This is an expense you might not have considered when thinking about moving to the seaside.
Have you ever tried digging a grave on a shingle beach? It can’t be done. Shingle is the geological equivalent of the Hydra. You scoop 10 stones out of the way and immediately 10 grow back to fill the cavity.
By the time my 24-hour bulldozer rental period was up, the hole was just about big enough for Willie Carson. But not a big dead grey seal, so I’m afraid there’s no happy ending. It’s still out there, making the whole postcode smell like Cambodia’s killing fields.
I thought that a life by the sea would be relaxing. I thought it’d be nice to work here.
And it is, although I must say this is the first newspaper column I’ve written while wearing a gas mask."
Mononoke
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"Portugal entre os 8 melhores do mundo Portugal obtém um Certificado de Excelência no processamento de correio internacional." A notícia aqui. Tenho muito orgulho nos correios de Portugal. Felizmente é um dos serviços que melhor funciona e já tive várias oportunidades para o confirmar. Basta entrar no site para ver que está a milhas de distância dos correios de muitos países ditos desenvolvidos.
CTT recebem Certificado de Excelência internacional
Mononoke
1 graus para oeste
"O Brasil é o único país que recebeu a língua de fora e que impõe uma revisão da língua ao país matriz, como se os Estados Unidos impusessem um acordo ortográfico à Inglaterra", afirmou Sousa Tavares, criticando o facto de não ter havido uma consulta aos profissionais que trabalham com a língua, como os escritores, jornalistas e professores.
"Ninguém foi ouvido, o acordo foi imposto tanto no Brasil como em Portugal".
Miguel de Sousa Tavares, aqui.
Discordo tanto, mas tanto deste raio desta imposição ortográfica. Eu acho que a nossa língua é hoje em dia o nosso maior tesouro. O português é lindo e bem falado é muito estimulante.
Agora não me venham com tretas, quem toma decisões relativamente à língua é o país de origem. Como alguém disse há uns tempos, se há muita gente a cometer o mesmo erro, tornar o erro regra não resolve coisa nenhuma. Senão daqui a uns tempos é ver nos livros palavras e expressões tão bonitas como "há-des" ou começar a ver-se escrito em documentos oficiais as abreviações de certos verbos "tá assim definido que...".
É triste, triste, triste ver a nossa língua ser tão maltratada a troco de nada. Nestas alturas é que ficava bem fazer um referendo.
Mononoke
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Ando um bocado aborrecida com a antena 3, porque nao consigo ouvir radio em directo no meu mac. Mandei um email para la que dizia isto a queixar-me e a resposta que me deram foi esta:
Software que pode possibilitar a audição: flip4mac
Obrigado.
José Mariño
DIR. PROGRAMAS RÁDIO
Muito obrigada por coisa nenhuma. Acho uma vergonha que eu tenha que fazer download de um programa obscuro que nem se quer me garante que eu consiga ouvir a radio. Uma vergonha.
A solucao? Nao oico, quero que eles se lixem.
Mononoke
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Estou a ter imensos problemas em conseguir aceder ao facebook. Será que devo estar preocupada por estar ligeiramente ansiosa?
Mononoke
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Por razões que agora não interessam tive a oportunidade de ver um bocadinho daquele programa terrivel da tvi em que as crianças vão lá cantar. Aquela rapariga que já fez tanto pelo talento em portugal, a Rita Pereira, disse a uma miuda que tinha acabado de actuar:
"Ainda bem que a produção escolheu outra vez uma canção da Sara Tavares, porque eu gosto muito de avaliar as canções da Sara Tavares."
Ora, que eu saiba, a rapariga não percebe grande coisa de música, mas pelos vistos a tvi acha que sim e o mais engraçado é que ela também.
Mononoke
1 graus para oeste
Para quem tem duvidas em quem votar:
Visitem este site.
Mononoke
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Comprei este livrinho maravilhoso pela Amazon, só custava 5 libras, mas com os portes de envio para Portugal ficou em 10. Mesmo assim acho baratíssimo, porque são 7 livros em 1.
Uma das coisas que eu acho mais escandalosas é neste país os livros serem caríssimos. Uma pessoa vai à fnac e todo os livros custam à volta de 15, 17, 20 euros. É uma vergonha! Depois anda-se para ai a dizer que em Portugal se lê pouco, pudera, cá até para se comprar livros regularmente quase que é preciso ser rico.
Mononoke
1 graus para oeste
Em conversa com um amigo numa esplanada dei por mim a pensar que me sentia exausta. Exausta de procurar constantemente algo, de sentir, de tentar, de acreditar, de desejar. E comecei a questionar-me ate que ponto os nossos sentimentos se podem desgastar. Ate que ponto perdemos um bocadinho de nos com o que as pessoas nos fazem ou nao fazem. As desilusões sao como sulcos na parede que nos ajudam a trepar para um lugar onde a vista e mais bonita ou sao como marcas que vao destruindo uma pintura?
Sinceramente, nao sei. Embora tenha a tendência para achar que e o primeiro caso. Que aprendemos sempre alguma licao importante e que devemos tentar sair disso melhores pessoas e tentar nao cometer os mesmos erros outra vez.
E e disto que me sinto exausta, desta luta que nao acaba.
Eu gosto de ir ao cinema, jantar fora, ir a praia, ir as compras, dar passeios. Gosto de poder falar do livro que li, do programa de tv que vi, do que aconteceu no trabalho. Gosto da ideia de ter um companheiro. Nao me interpretem mal, eu também gosto de estar sozinha e sinto que neste momento nada poderia crescer nesta terra queimada, e sempre preciso tempo para regenerar.
E nestas alturas lembro-me sempre de um dos textos mais bonitos que ja li do Miguel de Sousa Tavares. Este homem e um escritor maravilhoso e ninguém se consegue exprimir melhor do que ele.
"E escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas do céu, um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbodas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas no tecto, como se vigiassem a passagem do tempo. Nada disso tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, comtemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo, um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo.
Como explicar-te como tudo isto se te tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que te teceste.
E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu.
E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter.
Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.
E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas ilusões de que tudo podia ser meu para sempre."
Não te Deixarei Morrer, David Crockett
Mononoke
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Passar 4 dias em Lisboa fez-me perceber que realmente nao gosto minimamente da vida que se tem por la. Vivi la 6 anos e depois de viver Na Holanda, em Londres e voltar ao Algarve nao me consigo imaginar naquelas filas de transito intermináveis, etc. E uma cidade bonita para visitar, mas e preciso uma paciência de santo para viver com tao pouca qualidade de vida.
Percebi também que realmente nao quero voltar a universidade para tirar um mestrado. Fui fazer uma formação curta que achei muito interessante, mas já nao consigo estar fechada numa sala a ouvir alguém sem parar. Eu gosto mesmo e de trabalhar.
Mononoke
3
graus para oeste

Ainda a propósito do filme, tenho de dizer que gosto mesmo muito do Philip Seymour Hoffman. Não é propriamente um homem bonito, mas é tão bom actor e tem tanto estilo, acho-o terrivelmente atraente. E no fundo, o que é que são 15 anos entre nós Philip?
Mononoke
1 graus para oeste

Fui ver este filme sem grandes expectativas, mas gostei. Não é brilhante, mas gostei da história e gostei de ver imagens do que seria Londres nos anos 60. Até me veio uma lágrima quando mostraram o Big Ben. Que saudades.
No princípio chega a ser um bocadito aborrecido, mas a parte final é muito boa. Foi uma noite bem passada.
Mononoke
1 graus para oeste
Foram umas belas ferias. Mesmo para descansar.
Eramos um grande grupo, acordavamos de manha comiamos o maravilhoso pao italiano e iamos para para piscina todos os dias. Relax total.
Ficamos numa casa linda, velha e enorme, com paredes muitos grossas e tectos muito altos. A casa ficava um bocado isolada no alto de um monte onde so se podia chegar de carro.
Houve um dia que fomos tirar a foto com a torre de Pisa, mas nesse dia estavam 42 graus e foi um verdadeiro sofrimento, houve outro que fomos dar um passeio a Florenca, mas no resto dos dias resolvemos so ficar a ler, conversar e tomar banhos de sol junto a piscina.
Comiamos massa todos os dias, mas sabia sempre muito bem. Eu adoro a comida italiana e foi especial por estarmos com italianos a comer exactamente como eles comem. Nao havia internet, nao havia televisao, nem radio. Jogavamos as cartas, liamos livros, conversavamos e apreciavamos a companhia uns dos outros.
Apaixonei-me por Italia outra vez.
E adorei fazer ferias em grupo com as minhas amigas, as saudades ja apertam.
Mononoke
1 graus para oeste
Vou passar 10 dias a Toscania com as minhas amigas italiana, polaca e espanhola!!
Ate Setembro!
Mononoke
0
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Hoje fui ao banco pedir informacoes para um seguro de saude, estava a ser atendida por uma senhora e estive la uns bons 20 minutos. Quando ja estava quase no fim ela levantou-se e foi chamar outra e disse-me assim: "Agora vai ser atendida pela minha colega porque eu agora tenho de ir almocar".
Por favor, quer dizer, estava a atender-me e saiu a meio porque tinha de ir almocar. Que bonito que seria se todos fizessemos isso.
Nao percebo.
Ja nem vou falar dos problemas que ando a ter com a representacao portuguesa da empresa na qual mandei as minhas coisas de Londres para ca.
Isto e um desespero.
Mononoke
3
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Estar de ferias e muito bom, nao me queixo, e nao estou propriamente com muita vontade de comecar ja a trabalhar. No entanto sinto-me perdida. Nos ultimos 2 meses fechou-se um ciclo. Perdi o emprego, a minha relacao acabou, tive de sair da minha casa e tive de sair de londres. As portas fecharam-se, mas as janelas ainda nao se abriram.
Tenho tido tempo para pensar e para descansar. Nao faco planos e nao procuro nada. O meu cerebro esta de ferias ate setembro.
Ate la preve-se muita praia, mais descanso, muitos livros e umas ferias na toscania com as minhas amigas italiana, espanhola e polaca.
As vezes pergunto-me se isto nao quer dizer que devia mudar de rumo, tentar algo diferente, comecar uma vida nova, num sitio novo, a trabalhar em algo que nunca tenha feito. Outras vezes nao me apetece sair da cama, nao me apetece sair de casa, nem da minha cidade. So o mero pensamento de conduzir daqui para fora sufoca-me. E o pensamento de viver aqui para sempre tambem.
Divido-me entre o desejo de viver em paises diferentes e o desejo de comprar a minha casa aqui ao pe do mar e da praia, onde posso comer gelados de iogurte para sempre.
Ha alturas em que me apetece torrar as minhas economias todas numa viagem a tailandia e a australia e outras que sei que nao devo tocar no dinheiro, porque me vai ser util se for viver para outro pais.
Ha dias em que acredito no amor, que 2 pessoas consigam ficar juntas a vida inteira e sentir-se felizes e noutros sinto-me tao triste e desiludida que so me apetece desistir de lutar e de procurar. Porque nunca acreditei que o "amor da nossa vida" tivesse de nascer na mesma cidade ou pais que nos. Como e que isso seria possivel, com tanto mundo la fora?
Mononoke
6
graus para oeste
Esta calor, ainda bem. A praia esta boa, nao ha nada como o Algarve e o cheiro do mar.
Todos os meus amigos me perguntaram que me medidas se estavam a tomar em londres para combater a gripe A, se as pessoas andavam em panico, etc, etc. Eu fiquei muito surpreendida ao ver que aqui nao se fala de outra coisa. Em londres o assunto surgia muito poucas vezes, toda a gente faz a vida normal. Aqui ate parece que as pessoas querem ter gripe.
E como em portugal ha que ser portugues ja comecei a guiar para todo o lado, nem que seja para andar 200 metros.
E hoje vou comer um peixinho grelhadinho, depois praia e mais tarde festa na praia pela noite dentro.
Mononoke
1 graus para oeste
Vou passar o Verao ao Algarve. Vou hoje. Deixo o meu coracao.
Custa-me sair de Londres sem saber quando posso voltar, mas a ideia de passar umas semanas na praia nao me parece ma de todo.
Ferias.
Mononoke
3
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Giro, giro e eu lembrar-me de conversas que tive e nao conseguir lembrar-me em que lingua foram. Ou ler livros, revistas ou websites e ter de voltar atras porque nao consigo lembrar-me se foi em portugues ou ingles.
Mais giro ainda e eu ter ido ao Primark no dia em que choveu torrencialmente e ter visto agua a sair dos candeeiros como se fossem chuveiros.
Mononoke
2
graus para oeste
Os dias estao tao quentes como em portugal, este sim parece ser um verao a serio.
As semanas passam a correr, ha dias que sao terrivelmente aborrecidos sem sair de casa, ha outros em que tenho tantas pessoas com quem estar que quase chega a ser stressante, mas bom.
Houve um dia que fui nadar no lago dos patos em hampstead heath, foi o embifamento total. Houve um dia que fui a stanstead a uma entrevista para ser hospedeira da ryanair, fui aceite, mas recusei por falta de condicoes da parte deles Hoje fui a uma aula de trampolins e adorei.
Adoro o verao.
Mononoke
3
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Este mes tem passado a correr. Tenho dormido muito, passeado imenso e visto muitos filmes.
Mononoke
0
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Faz-me um bocado de impressao a maneira como se usam as havaianas aqui. Principalmente as mulheres, que parece que perdem todo o sentido estetico quando as usam. Pura e simplesmente nao faz sentido. Ha dias em que nem esta a assim tanto calor e elas usam casacos de inverno, cachecois e chinelos. A mim parece-me simples que se nao esta bom tempo para andar sem casaco, tambem nao esta bom tempo para andar de chinelos. Outra situacao que eu nao gosto nada e quando as vejo de manha com os fatinhos de saia e casaco, todas elegantes, prontas para ir para o trabalho e a usar havaianas. Fica tao mal! Quem e que vai de havaianas e fato para o escritorio? E ate podia ser que usassem umas sandalias bonitas e femininas, mas nao, sao mesmo os chinelos mais disformes e feios que encontram.
E um atentado ao bom gosto.
Juro que vi uma rapariga toda arranjadinha com fato preto de saia e casaco a ir para o trabalho com chinelos deste genero. Espero que alguem lhe tenha dito alguma coisa.
Mononoke
5
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Britain's Got Talent e um daqueles programas que faz parar o pais. Este ano o grupo vencedor e um dos melhores grupos de danca que ja tive a oportunidade de ver. Chamam-se Diversity e venceram com esta coreografia super original.
Mononoke
2
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Alguem me pode aconselhar um bom restaurante portugues que nao seja muito caro onde eu possa levar os meus amigos nao portugueses?
Mononoke
1 graus para oeste

Este e um site muito interessante onde as pessoas que perderam o emprego podem dar uso aos antigos cartoes pessoais. A ideia e passar mensagens positivas sobre como a vida melhorou depois de terem perdido o emprego.
Mononoke
1 graus para oeste
Londres com um ceu azulinho sem uma unica nuvem nao e algo que se veja todos os dias.
E nada melhor do que poder aproveitar o bom tempo na rua, em vez de estar fechada num escritorio!
Se Londres fosse sempre assim era uma alegria.
Mononoke
0
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